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Presidente do Peru rejeita incitamento às Forças Armadas para desconsiderar resultado eleitoral

·2 min de leitura
Presidente interino do Peru, Francisco Sagasti

Por Marco Aquino

LIMA (Reuters) - O presidente interino do Peru, Francisco Sagasti, rejeitou nesta sexta-feira um pedido de militares da reserva às Forças Armadas para desconsiderar o resultado da recente eleição, alegando supostas irregularidades, e anunciou uma investigação sobre o que poderia ser "conduta prejudicial" ao Estado de Direito.

O candidato socialista Pedro Castillo venceu o segundo turno das eleições presidenciais em 6 de junho por uma margem estreita sobre a candidata de direita Keiko Fujimori, de acordo com a contagem de votos do órgão eleitoral.

O vencedor oficial ainda não foi anunciado porque o partido de Keiko, filha mais velha do ex-presidente preso Alberto Fujimori, fez uma série de denúncias de fraude com poucas provas e tentou anular votos, atrasando a divulgação do resultado.

Sagasti, em mensagem ao país transmitida pela televisão, disse que na quinta-feira uma carta com "uma lista de nomes" de militares reformados chegou ao quartel-general das Forças Armadas, solicitando que agissem contra a Constituição, sugerindo que o governo teria violado a neutralidade das eleições presidenciais polarizadas.

"É inaceitável que um grupo de reformados das Forças Armadas pretenda incitar os comandos de Exército, Marinha e da Força Aérea para violar o Estado de direito", disse Sagasti, acompanhada de sua primeira-ministra e a ministra de Defesa no Palácio do Governo.

Castillo, de 51 anos, obteve 50,125% dos votos no segundo turno eleitoral, com uma diferença de 44.058 votos sobre Keiko Fujimori, que busca --segundo seus advogados-- anular cerca de 250 mil votos, em sua maioria nas áreas rurais pobres.

A maior parte dos pedidos de anulação foi apresentada fora do prazo estabelecido, de acordo com o júri eleitoral, mas Keiko Fujimori alega que não é verdade e entrou com recurso.

O partido de Castillo rejeita as acusações de fraude e observadores internacionais do processo em Lima afirmaram que as eleições foram transparentes.

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