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Presidente do IBGE é exonerado, e diretor assume de maneira interina

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O economista Eduardo Rios Neto foi exonerado do cargo de presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), conforme portaria publicada em edição do Diário Oficial da União na segunda-feira (2).

O instituto afirmou nesta terça (3) que Rios Neto será substituído pelo atual diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, até a nomeação de um novo presidente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a portaria também confirmou a exoneração de Marise Maria Ferreira da função de diretora na diretoria-executiva do IBGE e a dispensa de Rose Mary Rodrigues do cargo de diretora-adjunta. Os nomes que ocuparão esses postos ainda não foram divulgados.

As mudanças ocorrem no momento em que o IBGE corre para finalizar a coleta do Censo Demográfico 2022, que tem sido marcada por atrasos. O Censo é o estudo mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira.

"A prioridade [da presidência interina] é garantir a produção estatística. Dentro dela tem o Censo para acontecer em janeiro", afirmou Azeredo à reportagem nesta terça.

Na gestão de Lula, o IBGE ficará sob o guarda-chuva do Ministério do Planejamento, comandado por Simone Tebet. O instituto estava sob a estrutura do antigo Ministério da Economia no governo Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Azeredo, a expectativa é que o nome do novo presidente do IBGE seja indicado em "poucos dias" —a posse de Tebet está prevista para quinta-feira (5).

"A indicação depende do Ministério do Planejamento", disse.

Rios Neto foi indicado à presidência do IBGE em abril de 2021, após Susana Cordeiro Guerra pedir demissão. Ela foi a primeira presidente do instituto nomeada no governo Bolsonaro.

A saída de Guerra veio depois do corte de quase 90% no orçamento para o Censo em 2021. A derrubada de recursos inviabilizou o trabalho pelo segundo ano consecutivo. A pesquisa não havia sido realizada em 2020 devido às restrições sanitárias do começo da pandemia.

Tradicionalmente, o Censo ocorre de dez em dez anos. A última edição concluída foi em 2010.

Com os dois anos de atraso, a nova coleta só foi iniciada em agosto de 2022 e estava prevista para terminar em outubro do mesmo ano.

O IBGE, porém, enfrentou dificuldades para contratar e manter em campo os recenseadores. O órgão associou a situação ao aquecimento do mercado de trabalho.

Parte dos recenseadores, por outro lado, reclamou de atrasos em pagamentos e valores abaixo dos níveis esperados. Houve ameaças de greve.

A recusa de parte da população em responder aos questionários adicionou obstáculos à conclusão das entrevistas.

Com isso, o IBGE passou a prever o fim da coleta do Censo para janeiro de 2023, mas um rescaldo da operação deve ficar para fevereiro.

Ou seja, o trabalho tende a levar de seis a sete meses até a conclusão. A previsão inicial era de três meses (agosto a outubro).

Em 28 de dezembro, o instituto divulgou uma prévia do Censo, que calculou a população brasileira em 207,8 milhões de habitantes. O órgão usou estimativas para complementar os dados apurados até 25 de dezembro.

Rios Neto participou de um evento no Rio de Janeiro na véspera da divulgação da semana passada. Na ocasião, ele avaliou que as redes sociais amplificaram críticas de recenseadores a questões como a demora na liberação de pagamentos do Censo.

"A luz no fim do túnel já está dada", disse Rios Neto, em referência à reta final da pesquisa.

Formado em economia, ele possui doutorado em demografia pela Universidade da Califórnia e pós-doutorado pela Universidade do Texas-Austin, ambas nos Estados Unidos. Rios Neto também atuou no IBGE como diretor de pesquisas.

Azeredo, seu substituto, vem sendo o principal porta-voz do órgão a respeito do Censo. Na semana passada, afirmou estar "muito seguro" em relação às informações já divulgadas pelo instituto.

Às vésperas das eleições presidenciais de outubro de 2022, a Assibge, que representa os servidores do órgão, publicou uma carta na qual pediu aos candidatos um "compromisso claro com o IBGE e com os seus trabalhadores".

A entidade defendeu, por exemplo, a realização de concurso público para reposição do quadro de funcionários e um "orçamento adequado" para a produção de pesquisas.

"O orçamento do IBGE tem sido progressivamente declinante em termos reais [descontada a inflação], prejudicando a capacidade de planejamento da instituição e de atendimento das demandas da sociedade no longo prazo", disse o sindicato à época.