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Presidente do Fed questiona bom estado do emprego nos EUA

Jerome Powell, presidente do Fed, em audiência no Senado americano, em 12 de fevereiro de 2020, em Washington

A taxa de desemprego nos Estados Unidos está em seu mínimo histórico, mas o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, considera que a situação do mercado de trabalho mostra falhas significativas.

O número de pessoas que devem somar vários empregos para ter um salário decente é "muito, muito alto", apontou Powell nesta quarta-feira, diante de um grupo de senadores. Pouco mais de 5% dos trabalhadores dos Estados Unidos têm vários empregos.

A evolução do salário médio se desacelerou em dezembro abaixo de 3% em relação ao mesmo mês de 2018, pela primeira vez em um ano e meio, segundo dados oficiais.

"Era de se esperar uma alta mais elevada", levando em conta a redução da taxa de desemprego a 3,6%, disse Powell.

As pessoas que abandonaram o ensino médio nos Estados Unidos pagam as consequências desse fraco crescimento, já que seus salários "estão estagnados há muito tempo", acrescentou o presidente do Fed.

Uma das lacunas do sistema é, segundo ele, o treinamento inicial e contínuo dos funcionários, para que eles possam se adaptar à evolução tecnológica.

Uma melhor formação permite empregos com um salário melhor e isso leva a uma redução da desigualdade. "Foi o que os Estados Unidos fizeram por muito tempo", antes de serem alcançados por outros países, lamentou Powell.

Os mais afetados pelo desemprego são os afro-americanos, já que o número de pessoas desempregadas neste grupo é "quase o dobro do de toda a população dos EUA", explicou.