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Presidente da Febraban defende papel do setor financeiro no debate eleitoral

*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL,  22-11-2013 - Isaac Sidney, dutrante entrevista. (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 22-11-2013 - Isaac Sidney, dutrante entrevista. (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, defendeu nesta terça-feira (9) a importância do setor bancário para o debate eleitoral, e destacou o papel das expectativas de mercado para a melhor condução dos negócios.

"Fazemos parte de um dos setores mais importantes da economia e nos sentimos legitimados a contribuir [com o debate eleitoral]. Vamos ouvir todos os presidenciáveis, iniciamos ontem [com o presidente Jair Bolsonaro (PL)] e o setor bancário espera, nesses encontros, um posicionamento claro dos candidatos a presidente, e que exponham seus compromissos, suas propostas e alternativas para a construção de uma sociedade mais próspera", afirmou Sidney, durante a abertura do evento FebrabanTech nesta terça, em São Paulo.

O presidente da Febraban disse ainda que "o processo eleitoral é uma oportunidade única que a democracia oferece para discussão do futuro do país, de suas carências, seus objetivos, prioridades e o caminho a ser trilhado para se encontrar as soluções dos nossos enormes desafios."

Sidney diz que as eleições serão importantes para avançar nas reformas "de que tanto o Brasil tanto precisa".

"Os agentes de mercado se orientam pela conjuntura econômica, mas também pelas expectativas que se formam em relação ao futuro. A melhor combinação dessas duas variáveis, conjuntura e expectativas, nos permitirá atravessar, com o menor nível de incerteza, os cenários adversos. Ao final, o que deve prevalecer, do resultado das eleições, são as ações concretas no enfrentamento dos nossos problemas", disse o presidente da federação dos bancos.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES TRAZIDOS PELAS NOVAS TECNOLOGIAS

Durante sua fala, Sidney destacou ainda o advento tecnológico para o desenvolvimento do setor financeiro e da penetração bancária na sociedade.

Dados citados pelo especialista apontam que o Pix já foi o responsável por 14 bilhões de transações, com R$ 7,5 trilhões de volume financeiro, com a utilização por cerca de 118 milhões de pessoas físicas e jurídicas e 469 milhões de chaves cadastradas.

Segundo Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, embora as novas tecnologias tragam oportunidades para explorar novas frentes de crescimento, também é preciso promover alguns ajustes dentro do sistema, no sentido de aumentar a segurança para os clientes relacionada à utilização do Pix.

Ajustes no limite para fazer transações via Pix, e mesmo oferecer ao cliente a prerrogativa de ter ou não a ferramenta à disposição, são pontos que ainda precisam ser melhor discutidos pelos agentes de mercado, afirmou Lazari Junior.

A adoção das tecnologias pelo sistema financeiro "é uma jornada em construção, e tem uma curva de aprendizado muito importante para a gente atravessar", disse o presidente do Bradesco.

Presidente do BB (Banco do Brasil), Fausto Ribeiro afirmou ainda que o desenvolvimento tecnológico irá permitir que empresas do agronegócio consigam expandir sua produção e nível de faturamento, mas sem que o desmatamento também cresça.

"Só tem um jeito de aumentar a produtividade sem desmatamento, [que é por meio da] tecnologia", afirmou.

Ribeiro cobrou ainda que o mercado de uma forma geral seja mais receptivo a projetos verdes, para fomentar o segmento e para que, dessa forma, os bancos consigam originar créditos em maior volume e ofereçam taxas de juros menores aos produtores rurais.

O presidente do BB afirmou que avalia existir "certa hipocrisia" entre alguns agentes econômicos, com cobranças em cima dos bancos e dos produtores rurais para que adotem práticas sustentáveis, mas sem uma contrapartida de demanda dos investidores por produtos que financiem essas atividades.