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Presidente da Febraban defende autonomia do Banco Central

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*ARQUIVO* BRASILIA,DF, BRASIL,  22-11-2013, O procurador-geral do Banco Central,  Isaac Sidney, dutrante entrevista após reunião do ministro da Fazenda Guido Mantega com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF.  Trataram sobre os processos referentes a planos econômicos passados e as correções .  (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA,DF, BRASIL, 22-11-2013, O procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney, dutrante entrevista após reunião do ministro da Fazenda Guido Mantega com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF. Trataram sobre os processos referentes a planos econômicos passados e as correções . (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Febraban, Isaac Sidney, defendeu nesta quarta-feira (3) a autonomia do Banco Central, enquanto regulador bancário, na condução da política monetária, e convocou as instituições financeiras no desafio de ajudar a autoridade monetária a combater a inflação. As informações são da Agência Brasil.

“Não há alternativa ao BC, senão reagir ao processo inflacionário que tem, além de fatores externos, [a influência de] fatores internos que a potencializam”, disse na apresentação da plataforma para ajudar as pessoas a melhor planejar suas finanças.

De acordo com Sidney, os efeitos da inflação são mais perceptíveis nas “classes menos favorecidas”.

“Temos de reconhecer que o BC sozinho não conseguirá vencer essa batalha. Há outros atores que influenciam os andamentos da economia”, alertou referindo-se aos recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal. “[A questão dos] Precatórios e o Auxílio Brasil causaram sensação de que a política fiscal foi quebrada, mas confio que Guedes [ministro Paulo Guedes, da Economia] e equipe vão manter compromissos da política fiscal”.

Ele lembrou que o Risco Brasil cresceu cerca de 60% esse ano e que a Bolsa de Valores já tem o “pior desempenho na comparação com países avançados e emergentes”.

“Precisamos ser capazes para não deixar os agentes econômicos consolidarem o risco percebido de que a âncora fiscal pode ter sido abandonada”, argumentou ao lembrar que o país ainda sofre “efeitos severos da pandemia”.

“A mensagem que deixamos é de que o espaço que precisa ser aberto para o Auxílio Brasil e para os precatórios não pode representar o fim do arcabouço fiscal. É preciso definir quais são os valores para o auxílio e para os precatórios, de forma a não serem excedidos. E precisamos reduzir o déficit primário de 2021”, concluiu.

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