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Presidente da Anvisa briga ao vivo na GloboNews; Bolsonaro compartilha cena no Twitter

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Presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, concedeu entrevista à GloboNews na última quinta-feira, 29 (Foto: Reprodução/ GloboNews)
Presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, concedeu entrevista à GloboNews na última quinta-feira, 29 (Foto: Reprodução/ GloboNews)

Entrevistado na GloboNews na noite da última quinta-feira, 30, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, discutiu com os jornalistas Mônica Waldvogel e Marcelo Cosme. O vídeo da entrevista foi republicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O debate foi motivado pela insinuação de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estaria politizada. Segundo Bolsonaro, o presidente da Agência teria “desmascarado” os jornalistas.

A discussão começou quando Mônica Waldvogel fez uma pergunta e se referiu a nova diretora da Anvisa, Cristiane Gomes. Segundo a jornalista, ela seria a diretora do Hospital de Bonsucesso, que pegou fogo no início da semana, e teria dado uma festa.

“Qual o risco da politização exagerada acabar afetando o ritmo na aprovação das vacinas quando elas estiverem prontas? A gente percebe que, de fato, a Anvisa também está politizada”, continuou a jornalista.

Antônio Barra Torres negou que Cristiane fosse a diretora do hospital. “Doutora Cristiane vem depois dessa diretora que você citou, que teve essa atitude realmente lamentável. É uma pena inclusive a Rede Globo ontem, que mostrou documentos assinados pela doutora Cristiane Rose Jordan, já dando conta desses equipamentos. Eu soube disso pela Rede Globo de televisão”, afirmou.

O diretor da Anvisa, então, foi interrompido pelo apresentador do Em Pauta, Marcelo Cosme, para falar sobre a politização da Anvisa. A questão dizia respeito a suposta demora da Agência em liberar os insumos necessários para a produção da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac em parceria com o Instituto Butantan.

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“Ela [Mônica] erra quando diz que fizemos um juramento ao presidente. A reunião foi pública, transmitida para milhões de espectadores. Eu peço que reproduzam onde foi feito o juramento”, pede.

“Eu entendo, Mônica, que o risco de politização é o ônus de quem a politiza. Então, uma pergunta boa de ser feita a quem está politizando essa questão. Os pareceres da Anvisa são pautados em técnica e informação precisa. Desconhecemos essa questão política”, garantiu.