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Presidente do Carrefour pede "revisão completa" de equipe no Brasil

Colaboradores Yahoo Notícias
·3 minuto de leitura
A graffiti written by demonstrators reads "Racists" at the entrance of a Carrefour supermarket in Curitiba, Brazil, on November 20, 2020. - The death of a black man on Thursday night after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by Guilherme BITTAR / AFP) (Photo by GUILHERME BITTAR/AFP via Getty Images)
A graffiti written by demonstrators reads "Racists" at the entrance of a Carrefour supermarket in Curitiba, Brazil, on November 20, 2020. - The death of a black man on Thursday night after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by Guilherme BITTAR / AFP) (Photo by GUILHERME BITTAR/AFP via Getty Images)

Presidente do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard se manifestou sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por dois seguranças de uma unidade da rede em Porto Alegre. O empresário francês pediu a revisão do treinamento de funcionários e de terceiros “no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância”.

“Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”, escreveu Bompard, em português, no Twitter. Ele ainda chamou as imagens do assassinato como “insuportáveis”: “Eu pedi para as equipes do Grupo Carrefour Brasil total colaboração com a Justiça e autoridades para que esse os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz”.

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O executivo também disse que espera que o Carrefour Brasil se comprometa à revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros, que terá um plano de ação definido com o suporte de empresas externas para garantir a independência deste trabalho.

Na noite da última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas foi espancado após uma briga na porta do supermercado Carrefour, no bairro Passo d’Areia, na capital gaúcha.

De acordo com informações preliminares, ele havia discutido com dois seguranças do estabelecimento antes da briga começar. Segundo a Brigada Militar, a confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças.

Os dois funcionários teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do estabelecimento e é aí que as histórias começam a divergir. A Brigada Militar afirma que a briga se deu porque o homem não aceitou ser removido do local, mas testemunhas afirmam que os dois seguranças seguiram João Alberto dentro do estabelecimento e o agrediram na saída.

Confira, abaixo, o posicionamento do Carrefour sobre o ocorrido:

Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.