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Presidente do banco Barclays por laços com Jeffrey Epstein

·3 min de leitura
Sucursal do banco Barclays, em uma rua do centro de Londres, em 28 de julho de 2021 (AFP/Tolga Akmen)

O banco britânico Barclays anunciou, nesta segunda-feira (1º), a renúncia de seu presidente-executivo Jes Staley, em meio à investigação sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, o financista encontrado morto na prisão antes de seu julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.

Staley pretende impugnar os resultados preliminares de uma investigação sobre suas relações com Epstein, realizada por entes reguladores britânicos, informou o banco, em um comunicado.

"Cabe destacar que a investigação não conclui que o sr. Staley viu, ou teve conhecimento de qualquer um dos supostos crimes de Epstein", afirma a nota, ao justificar "o apoio do Barclays a Staley após a prisão de Epstein no verão de 2019".

O diretor global de mercados do grupo Barclays, C.S. Venkatakrishnan, substituirá Staley, a partir desta segunda-feira (1º), acrescenta o banco.

A ação do Barclays caía 2,03% na Bolsa de Londres, pouco antes das 8h (horário de Brasília).

Em fevereiro de 2020, o Barclay's revelou que Jes Staley, um americano de 64 anos, estava sendo investigado, o que não impediu que a empresa mantivesse sua confiança nele.

"Barclays e Jes Staley, presidente-executivo do grupo, foram informados na noite de sexta-feira das conclusões preliminares" desta investigação lançada pelos dois principais reguladores financeiros britânicos, FCA e PRA, sobre o modo como Staley se referiu em seu grupo aos seus vínculos de negócios com Jeffrey Epstein, diz o comunicado.

"Diante dessas conclusões e da intenção de Staley de impugná-las, o Conselho de Administração e Staley concordaram em que ele se retiraria de suas funções como presidente-executivo do grupo e administrador do Barclays", completa o texto.

- Proteger imagem e reputação

Staley iniciou essa "relação profissional" com Epstein nos anos 2000, quando trabalhava no banco privado JPMorgan e tinha o financista americano entre seus clientes. Segundo ele, seu último contato com Epstein foi em 2015.

O Conselho de Administração do banco disse estar "decepcionado" com este desfecho, pois Staley "dirige o grupo Barclays com sucesso desde dezembro de 2015, com um compromisso real e com competência".

No final de outubro, o banco anunciou que o lucro líquido do grupo quadruplicou nos primeiros nove meses do ano. Registrou um desempenho "recorde" no terceiro trimestre, graças à reativação da economia.

Em uma nota, os reguladores FCA e PRA anunciaram, por sua vez, que "não comentam investigações em curso, ou procedimentos regulatórios".

"As repercussões do escândalo em torno de Jeffrey Epstein se espalham, e o Barclays está, agora, no olho do furacão", comentou a analista Susannah Streeter, da Hargreaves Lansdown.

"O Barclays faz bem em cortar seu relacionamento com Staley agora" e, "provavelmente, poderia ter feito isso muito antes", devido ao risco de manchar a reputação do banco, disse Neil Wilson, analista da Markets.com.

Jeffrey Epstein foi encontrado enforcado em uma prisão de Nova York, em 2019, aos 66 anos, enquanto aguardava seu julgamento por acusações de crimes sexuais. Este administrador de um fundo de investimentos foi amigo de um incontável número de celebridades ao longo dos anos, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o príncipe Andrew, do Reino Unido.

bcp/zm/mar/zm/tt

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