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Presidente argentino conclui excursão pela Europa com sinais positivos do FMI; títulos sobem

·2 minuto de leitura
O presidente da Argentina, Alberto Fernández. 12/05/2021. REUTERS/Gonzalo Fuentes.

Por Hernan Nessi

BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse nesta sexta-feira querer chegar a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) o mais rapidamente possível. Fernández finalizou uma viagem positiva pela Europa que ajudou a impulsionar os combalidos preços dos títulos do país sul-americano.

Em reunião com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, Fernández alertou que qualquer novo acordo não deve prejudicar a população argentina, que tem enfrentado um período de recessão desde 2018 e níveis de pobreza que subiram para 42% ao fim do ano passado.

Fernández, que se encontrou com Georgieva em Roma, está encerrando uma excursão europeia durante a qual buscou apoio para seu país nas negociações sobre um novo e crucial acordo com o FMI. O presidente argentino também tentou atrair consenso sobre adiamento de pagamento da dívida com o grupo de credores do Clube de Paris.

Um acordo com o FMI, que as autoridades inicialmente esperavam que pudesse ser fechado no início do ano, foi afetado por atrasos, e as expectativas agora são de que um entendimento seja alcançado apenas após as eleições de meio de mandato da Argentina, no fim do ano.

"O objetivo é chegar a um acordo o mais rapidamente possível, mas não podemos pensar em um acordo que exija maiores esforços do povo argentino", disse Fernández após a reunião.

"Foi um encontro construtivo em que insisti nas minhas propostas que têm a ver com redução de sobretaxas, alongamento de prazos e compreensão de que o mundo vive um momento único que... deve ser levado em consideração."

Os preços dos títulos da Argentina negociados no mercado de balcão subiram em média 2% nesta sexta-feira, disseram operadores, no melhor desempenho diário desde a grande reestruturação da dívida privada ocorrida nos meses de agosto e setembro do ano passado.

(Reportagem adicional de Thomas Leigh em Paris)

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