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Presidenciáveis de centro e PT se unem em críticas a Bolsonaro em evento virtual

Guilherme Caetano
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — Representando o PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad fez coro a lideranças do chamado centro em críticas a Jair Bolsonaro na noite deste sábado, em evento realizado virtualmente. João Doria e Eduardo Leite, do PSDB, Ciro Gomes (PDT) e o apresentador Luciano Huck compuseram um painel do Brazil Conference at Harvard & MIT para debater os rumos do país.

Considerados potenciais candidatos à presidência da República em 2022, Doria, Ciro, Huck e Leite já haviam se unido em um manifesto em defesa da democracia, divulgado em 31 de março. O documento, no entanto, não incluiu o ex-presidente Lula, considerado o mais provável concorrente ao Planalto. Ainda assim, um acordo para uma candidatura única no ano que vem é considerado difícil.

Os participantes do evento fizeram declarações duras contra o presidente Bolsonaro sobre diversas questões, como as áreas educacional e ambiental do governo, mas principalmente em relação à condução federal da pandemia. Apesar de provocações pontuais e divergências no que consideraram as prioridades para a economia brasileira, o ambiente foi de enaltecimento mútuo.

Doria chamou Bolsonaro de "fascínora genocida". Huck criticou a gestão do governo na área da educação e o que considerou irrelevância do ministro Milton Ribeiro. Leite disse que o presidente não tem uma agenda clara para a economia. Haddad se recusou a elencar qualquer ponto positivo do governo federal. E Ciro afirmou que "2022 impõe aos brasileiros a tarefa de banir o bolsonarismo" da política e que Bolsonaro começa a se preparar para resistir a uma eventual derrota em 2022.

— O delírio de Bolsonaro é formar uma milícia para resistir de forma armada à derrota eleitoral que se aproxima — disse Ciro.

Em determinado momento, Fernando Haddad prestou solidariedade aos governadores paulista, João Doria, e gaúcho, Eduardo Leite, pelo ataques sofridos de Jair Bolsonaro. O petista afirmou ser preciso um "pacto" em favor da democracia e chamou de "retrocesso civilizatório".

— Eu queria terminar me solidarizando com os dois governadores aqui, que são do PSDB e que têm sofrido ataques indignos, intoleráveis. Um presidente que se porta da maneira como Bolsonaro frente a dois governadores de oposição porque (eles) querem para o país algo diferente do que o presidente está oferecendo não podem sofrer o tipo de ataque que estão sofrendo. Isso é indigno da nossa democracia. Não pode ser tolerado por nenhuma força política. Passou de todos os limites. Todo aqui merece ser respeitado — afirmou Haddad, sendo aplaudido por João Doria.

O governador paulista agradeceu às palavras de Haddad, que administrou a prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2016, e fez elogios a um petista.

— Eu sou testemunha da dignidade, da postura que foi a transição da prefeitura de São Paulo com Fernando Haddad. Apesar de nossas diferenças, em nenhum momento fomos ofensivos, agressivos e nos maltratamos. Fizemos uma transição civilizada, democrática e construtiva. Isso é parte de sua boa biografia e eu testemunhei isso — declarou Doria.