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Presa, filha de Belo afirma à polícia estar endividada e nega saber que trabalhava para golpistas

Carolina Heringer
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Presa no último dia 10, Isadora Alkimin Vieira, filha do cantor Belo, afirmou à Polícia Civil do Rio que não tinha conhecimento de que estava trabalhando para golpistas. A jovem de 21 anos alegou ainda que aceitou a função “para coletar dados das pessoas” porque estava com muitas dívidas. O EXTRA teve acesso ao depoimento da jovem a policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), responsável por sua prisão junto com outras 11 mulheres.

O grupo é acusado de fazer parte de uma organização criminosa que induzia vítimas a repassarem seus dados bancários e, posteriormente, entregarem seus cartões a motoboys para serem utilizados pela quadrilha. Além disso, o grupo também é acusado de furtar, por meio de fraude, dados bancários das vítimas. Isadora e as 11 mulheres foram presas em um apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, que funcionava como uma espécie de central de telemarketing do grupo.

Isadora alegou aos policiais que sua função era coletar dados e fazer anotações sobre várias pessoas. Ela alegou que nunca tinha entrado em contato com nenhuma vítima para pegar dados e apenas usava informações que já estavam inseridas no sistema do computador. A filho de Belo, no entanto, admitiu imaginar que algo ilegal seria feito com os dados.

Em seu depoimento, ela afirmou que não sabia o que seria feito com as informações, “mas achava que era uma coisa ilegal, porém achava que essas pessoas seriam ressarcidas por alguma instituição financeira e não tinha certeza se elas perderiam determinado valor”.

Isadora disse ainda que estava na função há pouco menos de um mês e que havia recebido uma ajuda de custo de R$ 600, “pois estava na fase de aprendizado da função de coleta de dados”. Ela disse ter recebido a quantia de outras mulheres da casa. A jovem alegou que sua renda vinha exclusivamente de seus pais, mas por estar com muitas dívidas resolveu tirar uma “renda extra”.

A filha de Belo afirmou que estava em São Paulo, onde reside com sua mãe, quando soube da “função para coletar dados de pessoas”. Ela alegou, no entanto, ter vindo para o Rio apenas para passar um fim de semana com as amigas, mas acabou permanecendo na cidade. A jovem estava morando no apartamento onde o grupo foi preso.

Isadora e as outras mulheres foram autuadas em flagrante pelo crime de organização criminosa. Seus advogados pediram sua liberdade provisória na Audiência de Custódia realizada no dia 12 de novembro, mas a solicitação foi negada e a prisão preventiva da filha de Belo foi decretada. Ela continua presa em uma unidade prisional do Rio.

Na audiência de custódia, cinco integrantes do grupo foram beneficiadas com prisão domiciliar, uma vez que possuem filhos menores de 12 anos.