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Prepare o bolso: conta de luz deve subir quase 17% em 2022

·3 minuto de leitura
Tarifas de energia podem subir, em média, 16,68% no próximo ano, estima Aneel.
Tarifas de energia podem subir, em média, 16,68% no próximo ano, estima Aneel.
  • Conta Bandeiras pode fechar o ano com déficit de R$ 8 bilhões;

  • País enfrenta pior crise hídrica dos últimos 91 anos;

  • Reajuste médio previsto inicialmente era de 21,57%;

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou ontem, segunda-feira (16/08), cálculos preliminares apontando que as tarifas de energia podem subir, em média, 16,68% no ano que vem. O principal fator é a pior crise hídrica que o país enfrenta nos últimos 91 anos, que pode causar racionamento de energia e apagões.

A instituição busca medidas para mitigar os efeitos para os consumidores e manter os reajustes inferiores a dois dígitos para evitar que as contas disparem. A estimativa foi apresentada pelo superintendente de Gestão Tarifária da agência reguladora, Davi Antunes Lima, em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara.

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De acordo com ele, diversos fatores devem contribuir para a alta nas tarifas, como o agravamento da crise hídrica. Desse modo, os valores pagos pelos consumidores por meio das bandeiras tarifárias não serão suficientes para cobrir as despesas com as térmicas. A previsão é que a Conta Bandeiras feche o ano com déficit de R$ 8 bilhões, que deverão ser repassados aos consumidores em 2022.

As medidas aprovadas pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), que somariam entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4,3 bilhões, pesam também nos custos. A alta do dólar, que impacta o valor da energia da Itaipu Binacional, e o reajuste de contratos antigos de 17 distribuidoras atrelados ao IGP-M também devem pressionar as tarifas. De julho de 2020 a junho de 2021, o indicador subiu 35,75%.

"A meta que a Aneel tem esse ano, que é logo depois da pandemia, um ano bastante difícil tanto pelo ponto de vista do consumidor quanto do ponto de vista da crise energética é buscar reajustes tarifários inferiores a dois dígitos".

A fim de diminuir os reajustes, a agência estuda uma série de medidas, entre elas antecipar para 2022 o aporte de recursos da privatização da Eletrobras para reduzir os encargos pagos pelos consumidores, que somariam R$ 5 bilhões, e postergar novamente o pagamento da parcela de remuneração das distribuidoras.

"Com essas medidas adicionais a gente prevê um impacto, isso é uma previsão ainda, de 10,73% na conta ao invés daqueles 16%. Mas ainda estamos estudando medidas adicionais para poder reduzir esse impacto tarifário, que está muito agravado principalmente por conta da crise", apontou.

A agência reguladora aplicou diversas ações para segurar os reajustes, como o uso de créditos tributários cobrados indevidamente nos últimos anos para abater tarifas e o adiamento de indenizações que deveriam ser pagas às transmissoras neste ano.

Segundo dados apresentados pelo superintendente, considerando algumas distribuidoras, o reajuste médio previsto inicialmente era de 21,57%, mas a aplicação das medidas reduziram o efeito médio para 7,85%. "A Aneel é muito sensível em relação à tarifa de energia elétrica. Fazemos esforços muito grandes para tentar atenuar esses impactos tarifários", completou o superintendente de Gestão Tarifária da agência reguladora.

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