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Preocupante: 55% dos pais brasileiros não vêem riscos na web para seus filhos

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Uma pesquisa realizada pela Kaspersky com mais de 2 mil mães e pais da América Latina revelou estatísticas preocupantes a respeito da proteção de crianças no ambiente cibernético. Especificamente no Brasil, mais da metade (55%) dos entrevistados afirmaram não enxergar qualquer tipo de ameaça para seus filhos na web; apenas os argentinos se mostraram mais descuidados do que os brasileiros, com 60% de respostas similares.

Ao mesmo tempo, 18% dos participantes de nosso país admitiram não ter tempo o suficiente para se envolver na rotina digital dos pequenos como gostariam — no resto do continente, a média de respostas foi de 25%. Ademais, 97% dos pais brasileiros concordam que é importante — e eticamente aceitável — monitorar o que seus filhos acessam na rede utilizando soluções de controle parental.

Além do chamado bullying cibernético e assédio, crianças também são alvos fáceis para campanhas de phishing projetadas para roubar informações pessoais. Caso os baixinhos caiam em uma dessas armadilhas, eles podem não apenas criar um cenário hostil para eles próprios, mas colocar em risco toda a família, dependendo do grau de sensibilidade dos dados cedidos ao criminoso.

<em>Imagem: Reprodução/Khamkhor (Unsplash)</em>
Imagem: Reprodução/Khamkhor (Unsplash)

Para Fabiano Tricarico, diretor de vendas de varejo da Kaspersky na América Latina, é importante que haja um diálogo entre pais e filhos a respeito do emprego desse tipo de ferramenta, reduzindo assim a incidência de remoções por parte das crianças. O executivo aponta que, sem essa conversa, os jovens internautas podem se sentir espionados.

“Quanto a explicar a importância da ferramenta, basta compará-la com algo da rotina da criança, os pais podem dizer: quando estamos trabalhando, você sempre fica com alguém (creche, avós, vizinho), certo? Na internet é a mesma coisa, mas como queremos que você fique mais livre para usar a internet quando quiser, este programa fará o papel de cuidador. As regras que colocamos nele são as mesmas que existem hoje”, explica Fabiano.

A pesquisa da Kaspersky revela que os chilenos são os que mais sofrem com tentativas de desativação desse tipo de serviço; 22% dos entrevistados já enfrentaram tal situação. Em seguida temos México (16%), Colômbia, Brasil (14% cada), Peru (12%) e Argentina (8%).

Fonte: Canaltech

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