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Preocupado com China, investidor estrangeiro mantém visão positiva sobre Brasil

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SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 – ATO-SP - Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fazem ato em seu apoio na avenida Paulista, em São Paulo, SP, nesta terça-feira 7. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 – ATO-SP - Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fazem ato em seu apoio na avenida Paulista, em São Paulo, SP, nesta terça-feira 7. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora a Bolsa de Valores brasileira tenha uma sessão de forte queda nesta quarta-feira (8) como reflexo das manifestações de raiz golpista no dia anterior em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em uma escala de avaliação mais global, grandes investidores estrangeiros ainda veem no país boas perspectivas de rentabilidade.

Apesar das tensões políticas que partem de Brasília, no universo dos emergentes, o aumento da regulação pelo governo chinês, junto aos sinais de desaceleração no ritmo de crescimento do gigante asiático, desponta hoje como a maior preocupação no radar dos grandes bolsos internacionais.

Para Jennifer James Taylor, gestora de portfólios de crédito e analista líder de mercados emergentes da Janus Henderson, empresa de investimentos com cerca de US$ 428 bilhões (R$ 2,2 trilhões) em ativos sob gestão, as manifestações de caráter antidemocrático têm um peso maior para os brasileiros que vivem essas tensões no dia a dia do que para a comunidade internacional, já acostumada com eventos de volatilidade por questões políticas em mercados emergentes.

"Acabamos de sair de quatro anos de administração Trump [nos EUA], e acho que ter o Bolsonaro no lugar não assusta tanto os investidores quanto nos últimos tempos, em que tivemos de conviver com as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos", afirma Jennifer, acrescentando que não vê as manifestações do 7 de Setembro com potencial para mudar a percepção do mercado internacional sobre o Brasil.

Questionada sobre sua preferência entre as duas principais opções hoje no páreo -o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro- a gestora da Janus Henderson enfatiza que ainda é cedo até as eleições e que muita coisa pode mudar até lá. De todo modo, ela afirma que a visão na casa hoje é de que o ex-presidente Lula é a melhor opção.

Segundo ela, dentre os principais mercados emergentes, o Brasil tem hoje lugar de destaque no leque de opções do mercado financeiro internacional.

"Temos uma posição 'overweight' [acima da média de mercado] em Brasil já faz algum tempo, por enxergamos bolsões de oportunidades na região, mais atraentes do que em outros mercados de alto rendimento e maior risco", afirma Jennifer.

Segundo a gestora, o aumento da regulação na China, junto com os sinais de desaceleração do crescimento do gigante asiático, coloca o Brasil em uma posição privilegiada no radar dos investidores globais.

"Tem havido muita volatilidade na China nos últimos meses, e isso fez muitos investidores se voltarem para outros países, e o Brasil foi um dos grandes beneficiados com isso", afirma a gestora, baseada em Londres e na gestora desde 2014.

A especialista diz que, de maneira geral, percebe que os investidores globais têm adotado um posicionamento acima da média de mercado em Brasil durante todo o ano de 2021, em contraste aos ventos contrários, não apenas políticos e relacionados à Covid-19, mas também em meio à seca que o país atravessa.

Apesar dos riscos no cenário de Brasil, a gestora da Janus Henderson aponta, entre os motivos para estar animada com a região, o crescimento econômico esperado para 2021, bem como o desempenho resiliente de grandes empresas consolidadoras em seus respectivos nichos de atuação.

Em linha parecida, o Bank of America (BofA), em relatório publicado nesta quarta-feira (8), diz que segue com uma posição acima da média em Brasil e México. Na avaliação dos especialistas do banco americano, os preços no mercado brasileiro estão em níveis até mais atrativos agora, após a queda recente da Bolsa.

"Continuamos otimistas em diversos setores, apesar das preocupações macro no Brasil", diz o documento do BofA. O banco enxerga a volatilidade recente na região mais como reflexo da variante Delta do que pela deterioração do cenário doméstico.

Eles apontam também que o Brasil ainda tem espaço para evoluir no processo de imunização e que isso pode trazer bons resultados para empresas relacionadas ao tema da reabertura. "A vacinação está avançando rápido e as receitas das empresas de consumo devem crescer em 2022."

O BofA aumentou sua exposição a nomes relacionados à reabertura já em carteira, como Multiplan, PagSeguro, BR Distribuidora, Renner, Somma e Natura. O setor financeiro, com posições em Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, também foi citado entre as preferências na carteira, em um ambiente de reabertura, juros mais altos e frente aos níveis em que se encontram os preços.

Na Janus, os títulos do Banco do Brasil e do BTG Pactual foram citados pela especialista entre as apostas que carrega hoje na carteira. E apesar da visão mais cautelosa em relação à China, Jennifer aponta diversos nomes de exportadoras brasileiras de commodities entre as posições no portfólio. Entre eles, Petrobras, Marfrig, Minerva, JBS, Klabin e Suzano.

No BofA, os especialistas dizem ter em carteira nomes como Vale, Petrobras e Ecopetrol. "Gostamos de commodities como proteção contra a inflação dada nossa grande exposição ao setor de consumo", diz o banco.

Jennifer diz ainda que o tema da desaceleração chinesa tem sido amplamente debatido internamente, e a visão hoje na casa é a de que o movimento está mais pronunciado no consumo doméstico do que na cadeia de suprimentos global. "Além disso, commodities como o cobre, de uso intensivo em projetos de infraestrutura, devem ser mais impactados pela perda de pujança da China do que o petróleo ou o minério de ferro", diz a gestora.

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