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Preocupação na França com aumento da gripe aviária

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(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 10 de dezembro de 2015, patos vagam em um recinto ao ar livre em uma fazenda em Benesse-Maremne, sudoeste da França

As autoridades de saúde francesas vão estender em breve o abate preventivo de patos no sudoeste do país para tentar conter um "aumento galopante" de surtos de gripe aviária, informou nesta quinta-feira (7) o comitê interprofissional de foie gras Cifog.

"Há um vírus mais forte do que nós. Novas fontes estão surgindo", lamentou a diretora do Cifog, Marie-Pierre Pé. 

Já foram identificados 124 surtos de gripe aviária, informou o Ministério da Agricultura na quinta-feira, acrescentando que cerca de 350 mil patos foram abatidos desde 24 de dezembro.

Na terça-feira, a mesma instituição indicou que mais de 200.000 patos foram abatidos em fazendas em todo o país e que mais 400.000 deveriam ser abatidos.

Os surtos foram identificados principalmente na região de Landes, no sudoeste, onde existe um grande número de fazendas de ganso e pato utilizadas para a produção de 'foie gras'.

"Estamos enfrentando um episódio excepcional com um vírus altamente contagioso", que "afeta fazendas a céu aberto, mas não só", disse Loïc Evain, chefe dos serviços veterinários do ministério, à AFP no início desta semana.

Em nota divulgada no início desta semana, a Confederação Geral de Avicultura (CFA), filiada ao poderoso sindicato agrícola FNSEA, considerou "urgente que o Estado reforce seus meios de ação no terreno, em colaboração com a indústria, para atuar da melhor maneira e o mais rápido possível" para conter o vírus H5N8. 

Por sua vez, os sindicatos agrícolas Confédération paysanne e Modef denunciaram o abate preventivo de animais saudáveis, considerando-o "ineficaz do ponto de vista sanitário como moralmente inaceitável".

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