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Premiado no Festival de Berlim, 'Meu Nome é Bagdá' chega aos cinemas brasileiros exaltando união feminina no skate

·2 minuto de leitura

"A história da Bagdá podia ser a minha", diz a atriz Grace Orsato, 23 anos. A baiana radicada em São Paulo estreia nos cinemas como a protagonista de "Meu Nome é Bagdá", longa de Caru Alves de Souza que entra em cartaz nas salas do Rio de Janeiro e São Paulo nesta quinta-feira (16).

Lançado mundialmente no Festival de Berlim de 2020, onde conquistou o prêmio de melhor filme da mostra Generation 14plus, o longa protagonizado por garotas skatistas de rua da periferia da cidade de São Paulo já acumulou mais 14 prêmios e chega ao Brasil na esteira do sucesso da modalidade nas Olimpíadas de Tóquio, coroado pela medalha de prata conquistada por Rayssa Leal, de 13 anos.

— Espero que o filme seja mais um estímulo para mais meninas começaram a andar de skate. Hoje é muito bom ver as pistas cheias de meninas. Não era assim antes — conta a atriz.

Ao acompanhar a personagem-título no seu cotidiano na periferia de São Paulo, “Meu nome é Bagdá” traz em sua narrativa diferentes aspectos das questões de gênero e das lutas feministas, seja nas mulheres fortes que compõe a família da protagonista, incluindo uma personagem trans interpretada por Paullete Pink que chefia o salão de beleza onde sua mãe, vivida pela cantora Karina Buhr, trabalha; seja nos estereótipos que a própria desafia ao andar de skate em meio aos meninos do bairro e se vestir de uma forma considerada “masculina”, afrontando a moral conservadora de alguns.

Grace lembra que boa parte do que Bagdá vivencia no filme reflete o que ela e suas amigas já experimentaram por serem garotas andando de skate.

— Foi bastante desafiador atuar a partir de coisas do meu cotidiano. Várias situações que acontecem no filme coincidem com relatos de amigas minhas — conta.

O encontro de Grace com o skate aconteceu há cerca de dois anos, pouco tempo antes dela participar do casting e ser selecionada para protagonizar o filme. Ela conta que aprendeu a andar com um amigo, mas que não costumava ver outras garotas nas pistas que frequentava. Assim como sua personagem, sua relação com o skate mudou após o encontro com um grupo de meninas skatistas.

— Conhecer as meninas que dividem uma paixão com ela, que é o skate, que estão na rua, e com quem ela se sente confortável para conversar sobre tudo, ajudou a Bagdá a crescer como mulher mesmo, como pessoa. E posso dizer que o mesmo aconteceu comigo — finaliza.

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