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Prejuízos permanentes e sustentabilidade: 5 previsões de Tony Blair para o mundo pós-pandemia

Melissa Santos
·5 minutos de leitura
Foto: Stefan Rousseau/PA Images via Getty Images
Foto: Stefan Rousseau/PA Images via Getty Images

A crise provocada pela pandemia do coronavírus impactou diversos setores econômicos e muitos países ao redor do mundo, aumentando ainda mais o nível de desemprego e de desigualdade social. É o que destacou Tony Blair, primeiro-ministro do Reino Unido entre 1997 e 2007, no encerramento do primeiro dia da Expert XP 2020, evento online transmitido ao vivo pela XP Inc nesta semana.

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Em conversa com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, na terça-feira (14), Blair falou sobre a importância de governos estruturados para mudarmos a sociedade, mudanças climáticas e qual futuro ele projeta para os próximos anos.

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Atualmente, Blair é presidente executivo do Tony Blair Institute for Global Change, uma organização não-governamental que pretende contribuir para o enfrentamento de alguns dos desafios da sociedade atual e trabalha com questões como o combate ao extremismo e o populismo na política, a corrupção e os impactos da revolução tecnológica na sociedade e na geopolítica global.

Nos últimos anos, a instituição de Blair já prestou "consultoria" a governos de mais de 35 países, principalmente da África e do Oriente Médio, sobre como realizar as mudanças e reformas necessárias em cada país. E, segundo o britânico, é a eficácia dos governos o que fará toda a diferença pós-pandemia.

“Podemos pegar dois países com o mesmo potencial, recursos semelhantes, população etc., e um pode fracassar e o outro ter sucesso. Isso vai depender do governo, de como ele é eficaz para entregar aquilo que os cidadãos necessitam”, diz.

Confira, abaixo, os cinco insights do ex-primeiro-ministro:

Empresas terão "prejuízos permanentes"

A teoria de Blair é que a covid-19 não chegou a criar uma crise nos países, mas sim potencializou o cenário já existente. “Tudo que estava presente antes da crise ficou maior e mais acelerado. Portanto quem já estava com problemas econômicos, teve isso potencializado. Temos um número enorme de pessoas desempregadas e muitas empresas terão prejuízos por anos ou até permanentes, como as companhias aéreas, redes de hotéis e restaurantes”, diz.

Para o ex-primeiro-ministro, o grande desafio para os governantes será garantir acesso à população quando houver alguma vacina ou terapia para a covid-19. “Assim que elas estiverem à disposição, é preciso garantir que sejam distribuídas não só nos países desenvolvidos, mas também nos emergentes”, diz.

Governos terão de investir em igualdade social

Segundo Blair, é fácil descobrir o que os governos de países emergentes devem fazer, mas, na prática, muitos interesses acabam se interpondo e impedindo de instituir reformas que promovem a igualdade de oportunidades.

“É preciso eliminar a corrupção, ter um estado de direito, regras previsíveis para os investidores, criar um clima para empresas crescerem e prosperarem, ter um setor público eficiente e não inflado, além de garantir que todos os cidadãos tenham as mesmas oportunidades, pois o capital humano de um país é o seu maior ativo”, destaca.

Ele dá o exemplo da dificuldade de reformar o sistema de ensino de um país, destacando que muitos agentes acabam se interpondo, mas que se o país deseja investimento e sucesso, ele deve colocar essas mudanças como prioridade. “Não é uma questão de partido. Os desafios de um governo não são ideológicos. Eles são problemas reais que exigem soluções práticas”, diz.

Sustentabilidade será fundamental

De acordo com o premiê, foi-se o tempo em que ainda não existiam provas científicas sobre as mudanças climáticas. Portanto, os governos precisam focar em como crescer de maneira sustentável, pensando em como combater o desmatamento, encontrar novos tipos de energia e de consumo.

“Levando em conta só a África, daqui 30 anos a expectativa é de que a população dobre de tamanho e isso trará desenvolvimento, construção de usinas de energia, rodovias, fábricas. O desafio é se desenvolver de forma sustentável e, para isso, temos que baratear custos de certas tecnologias, como a energia solar. E mesmo os países desenvolvidos, se continuarem a crescer e não controlarem suas emissões de CO², isso terá impacto em toda a humanidade”, explica.

China veio para ficar

Blair não enxerga uma relação menos hostil da China com as demais potências mundiais no futuro próximo. “A China é um país e uma nação antiga, que será uma potência independente do que aconteça. O seu crescimento é inevitável e justificável pelo tamanho da sua população”, afirma.

Mas, a médio prazo, o britânico acredita que os países desenvolvidos poderão confrontar o gigante asiático quando necessário. “Temos que ter uma posição mais estratégica e de colaboração, principalmente com relação à tecnologia, já que a China está na frente dos demais. Mas é preciso aceitar nesse momento que a China está sob comando de um regime rígido, que é difícil de lidar”, fala.

Reino Unido pós-Brexit

Já sobre o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), ele relembra que foi duramente contra a separação, mas entende que agora deve-se tirar o melhor dessa situação.

Segundo ele, é importante que os dois blocos europeus acertem os termos para manter os negócios, além de estimular a economia britânica de diferentes formas e trabalhar na relação com a União Europeia. “Podemos mudar nossa relação legal e jurídica, mas não a geografia e a história”, conclui.

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