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Prejuízo do Nubank supera R$ 500 milhões até setembro de 2021

·4 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio ao processo de abertura de capital (IPO) nas Bolsas de Valores dos EUA e do Brasil, o Nubank tem tido dificuldades para manter a operação no azul até aqui.

O banco digital informou no prospecto a respeito da oferta de ações divulgado nesta segunda (1º) que, no período de nove meses até setembro de 2021, incorreu em prejuízo de US$ 99,1 milhões (R$ 561,7 milhões), considerando as operações tanto no Brasil, como também no México e na Colômbia.

No início de outubro, o Nubank havia anunciado ter alcançado seu primeiro lucro, de R$ 76 milhões, no primeiro semestre, mas que considerou apenas a operação no Brasil.

O resultado do grupo como um todo de janeiro a setembro deste ano representa um aumento de prejuízo de US$ 34,7 milhões (R$ 196,7 milhões), ou cerca de 53,8%, quando comparado ao valor de US$ 64,4 milhões (R$ 365,07 milhões) verificado no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2020.

No ano passado, o prejuízo foi de US$ 171,5 milhões (R$ 972,2 milhões). Em 2019 e 2018, ele foi de US$ 92,5 milhões (R$ 524,36 milhões) e US$ 28,6 milhões (R$ 162,12 milhões), respectivamente.

"Precisaremos gerar e sustentar um aumento de níveis de receitas e diminuir as despesas proporcionais futuramente para alcançar a rentabilidade. Antecipamos que continuaremos a incorrer em perdas a curto prazo como resultado dos investimentos significativos esperados em nosso negócio", diz o Nubank no prospecto da oferta.

Apesar dos resultados, as despesas para a atração de clientes não parecem ser um problema -faz parte da estratégia do banco digital para atrair investidores para a oferta pública de ações a distribuição de um valor de até R$ 225 milhões para a compra de BDRs para os clientes.

BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipts, certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil, que representam ações negociadas no exterior.

"O Nu destinará entre R$ 180 milhões e R$ 225 milhões para a compra de BDRs para os clientes, que poderão se inscrever a partir do dia 9 de novembro de 2021 por meio do aplicativo", diz o comunicado do Nubank.

O prospecto informa também que a instituição financeira firmou um contrato de R$ 35,9 milhões de prestação de serviços e direito de uso de nome com a Rodamoinho Produtora de Eventos, criada em 2014 pela cantora Anitta, que passou a integrar em junho o conselho de administração do Nubank.

Procurada, a fintech disse não ter nada a comentar.

De acordo com o prospecto, a estimativa de preço por ação classe A na oferta na Nyse, a Bolsa de Valores de Nova York, está entre US$ 10 (R$ 56,68) e US$ 11 (R$ 62,35). Já os BDRs devem ser negociados entre R$ 9,35 e R$ 10,29. Ao todo, a oferta global deve movimentar US$ 3 bilhões (R$ 16,8 bilhões).

No documento, o banco aponta que, apesar dos prejuízos recorrentes, conseguiu aumentar a base de clientes e a receita a altas taxas de crescimento anual.

O Nubank encerrou setembro com cerca de 48,1 milhões de clientes, o que representa um aumento de aproximadamente nove vezes em relação aos 5,2 milhões em setembro de 2018

O banco informa que no intervalo de três meses encerrado em setembro de 2021, adicionou uma média de 2 milhões de novos clientes por mês no Brasil, México e Colômbia.

O documento dá conta ainda de processo instaurado em 14 de outubro de 2021 pela Getnet, que pleiteia que a Nu Pagamentos e a Mastercard Brasil reduzam a, no máximo, 0,5% ou 0,8%, a tarifa de intercâmbio cobrada sobre o valor de cada operação de venda e compra efetuada nas "maquininhas" Getnet por meio de cartões pré-pagos da empresa do Nubank.

A Getnet, do Santander, alega suposta dependência econômica em relação ao arranjo de pagamento da Mastercard e que, por isso, não possuiria liberalidade para deixar de contratar a Nu Pagamentos. Além disso, a Getnet busca a reparação dos prejuízos supostamente causados por conta da referida operação com a atual taxa de intercâmbio, aos quais atribuiu o valor de R$ 64 milhões.

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