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Prego enferrujado causa tétano?

Pregos enferrujados e tétano são quase sempre associados como uma coisa inseparável pela cultura popular, mas a verdade é que nem sempre, quando alguém pisa em prego, essa pessoa irá contrair a doença. Isso porque a ferrugem não cria nenhum agente infeccioso, como a bactéria Clostridium tetani. A pessoa será infectada apenas se o objeto cortante já estiver contaminado.

Para entender, o tétano é causada por uma bactéria, que tem forma de bastonete e é extremamente resistente. A C. tetani pode ser encontrada no trato digestivo de animais e também nas fezes, o que acaba por contaminar o solo. Neste ponto, qualquer objeto que foi contaminado por seus esporos poderá transmitir a doença.

A ferrugem do prego não causa tétano, mas a superfície pode estar contaminada pela bactéria que provoca a doença (Imagem: EdVal/Envato)
A ferrugem do prego não causa tétano, mas a superfície pode estar contaminada pela bactéria que provoca a doença (Imagem: EdVal/Envato)

De acordo com a Universidade McGill, no Canadá, cerca de 10% dos casos de tétano são fatais, especialmente em pessoas que não estão vacinadas. Independente da taxa de letalidade, as pessoas infectadas podem apresentar rigidez muscular — que tende a ser mais intensa no pescoço —, febre e dificuldade para abrir a boca (trismo) e engolir. Isso porque a condição ataca o sistema nervoso.

Por que um prego enferrujado poderia causar tétano?

"A razão pela qual associamos o tétano à ferrugem é porque [a bactéria] pode ser frequentemente encontrada em solos ricos em material orgânico, como esterco ou folhas mortas, casas velhas, carros ou outros itens descartados e deixados na natureza por tempo suficiente para enferrujarem", explica a pesquisadora e divulgadora científica Ada Mcvean.

Em outras palavras, o prego estar enferrujado não é a causa da doença, mas pode ser encarado como um indicativo de risco. Dessa forma, pisar em um prego, cortar-se com uma faca, arranhar-se em uma cerca nova ou limpar uma gaiola pode, sim, facilitar a entrada do agente infeccioso no organismo saudável e causar esta doença.

"Se sua pele for perfurada por qualquer coisa, desde sua própria faca de cozinha até um parafuso retorcido e enferrujado, ou se você começar a trabalhar em uma fazenda, vale a pena se certificar de que sua vacina contra o tétano esteja atualizada", reforça Mcvean.

Onde tomar a vacina contra o tétano?

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) vacina de forma gratuita todas as pessoas contra o tétano e, para isso, conta com três imunizantes, que são usados em momentos diferentes, dependendo da idade de quem será vacinado.

Em bebês, a vacina DTP e Hib — que protege contra difteria, tétano, coqueluche (pertussis) e infecções graves pelo Haemophilus influenzae Tipo B — é aplica aos dois, quatro e seis meses. Quando a criança completa 15 meses, ela recebe um reforço apenas com a DTP.

Entre os 10 a 11 anos, a criança ainda deve receber uma quinta dose de um imunizante contra o tétano. Neste momento, será a vacina Td, que imuniza contra o tétano e difteria, segundo a Cartilha de Vacinas, do Ministério da Saúde.

Adultos podem se vacinar contra o tétano no SUS?

Quando se pensa na imunidade contra o tétano, é preciso lembrar que o tempo médio de proteção fornecido pelo imunizante é de 10 anos. Isso significa que, em intervalos regulares, todos devem receber um reforço da vacina Td no SUS.

Agora, aquelas pessoas com mais de 18 anos que não foram vacinadas na infância têm um esquema diferente para a imunização. A recomendação da Saúde é que seja aplicada três doses da Td, com intervalo de dois meses entre cada uma. No total, o processo de vacinação estará finalizado em quatro meses.

Fonte: Canaltech

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