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Preferência da Venezuela por doses da J&J pode atrasar vacinação

Alex Vasquez e Nicolle Yapur
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O governo da Venezuela quer que o programa de saúde da ONU forneça a vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, mas o imunizante pode não estar disponível até julho, enquanto as doses da AstraZeneca poderiam ser entregues antes.

A decisão pode adiar o prazo para a vacinação em massa, enquanto os casos de Covid atingem o maior número em seis meses e sobrecarregam hospitais.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, irá propor a compra da vacina de dose única da J&J por meio da iniciativa Covax, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, segundo uma autoridade do governo que pediu para não ser identificada. O pedido será feito por meio de um comitê emergencial de saúde formado por autoridades do governo e representantes da oposição, formado no mês passado.

Se a proposta for aprovada pela Organização Pan-Americana da Saúde, afiliada à OMS, a Venezuela provavelmente não receberá as vacinas por pelo menos três meses. É quando o imunizante da J&J deve ser entregue à organização, disse a diretora Carissa Etienne a repórteres este mês.

Embora o programa tenha informado que possui 2,4 milhões de doses da vacina da AstraZeneca prontas para serem enviadas à Venezuela, o governo de Maduro baniu a vacina em meio a preocupações sobre coágulos sanguíneos.

As autoridades também disseram que preferem a vacina da Johnson & Johnson por causa de sua aplicação mais fácil de dose única e requisitos de refrigeração menos exigentes, de 2 a 8 graus Celsius, em relação a outras vacinas, um fator importante para um país que enfrenta blecautes de eletricidade e hospitais mal equipados.

O país busca “vacinas seguras e comprovadas, que sejam cientificamente aprovadas pelas autoridades de saúde da Venezuela, como deve ser”, disse Maduro na TV estatal na semana passada.

Assessores de imprensa do Ministério da Saúde da Venezuela e representantes do grupo bipartidário de saúde não responderam a pedidos de comentário.

Um raro acordo entre o governo e a oposição levou à criação de um comitê de saúde encarregado de garantir o acesso à Covax usando dinheiro de contas offshore bloqueadas por sanções dos EUA.

A Venezuela recebeu apenas 250 mil doses da vacina russa Sputnik-V e 500 mil do imunizante da chinesa Sinopharm, e continua sendo o país sul-americano com o menor número de doses administradas, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. O governo não forneceu dados nacionais de vacinação, e o plano de imunização do país cobriu apenas alguns profissionais de saúde e professores até agora.

Embora o total oficial de casos de coronavírus permaneça relativamente baixo, com 156.655 em comparação com os 2,3 milhões da vizinha Colômbia, centros de saúde e laboratórios na Venezuela contam uma história diferente, com unidades de terapia intensiva em capacidade máxima na maior parte da capital.

A Assembleia Nacional liderada pela oposição aprovou a liberação de US$ 30,3 milhões de recursos congelados nos EUA para pagar pelo primeiro embarque de vacinas e equipamentos de refrigeração por meio da Covax, mas levará cerca de três semanas para que os recursos estejam disponíveis, segundo outra pessoa com conhecimento das negociações.

Maduro propôs no domingo pagar pelas vacinas com petróleo como alternativa se os fundos bloqueados offshore não estiverem disponíveis.

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©2021 Bloomberg L.P.