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Prefeitura do Rio pode liberar uso de máscaras nesta segunda-feira. Especialistas consideram flexibilização prematura

·2 min de leitura
Foto: REUTERS/Sergio Moraes
Foto: REUTERS/Sergio Moraes
  • Prefeitura fluminense estabeleceu flexibilização do equipamento a partir de 65% da população vacinada completamente

  • Capital pode ainda liberar funcionamento de boates e casas noturnas com 50% da capacidade de público

  • Especialistas criticam critérios utilizado para viabilizar flexibilização

Apesar da intenção do prefeito Eduardo Paes de liberar o uso de máscaras em lugares abertos a partir de hoje, quando a cidade deve atingir o patamar de 65% de pessoas completamente vacinadas, o uso da proteção continuará obrigatório, pelo menos por enquanto. Isso porque a lei estadual que exige o uso do equipamento de proteção nestes espaços continua em vigor.

A Secretaria estadual de Saúde diz que aguarda a tramitação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que flexibiliza o uso de máscaras para anunciar as medidas. O projeto está na pauta da casa para ser discutido amanhã. Pode ser que a exigência da proteção seja derrubada.

A prefeitura do Rio condicionou a liberação em lugares abertos ao patamar de 65% da população com a imunização completa (duas doses ou vacina de dose única). Ontem, a taxa já estava em 64,4%. O decreto, previsto para ser publicado hoje, prevê ainda a liberação do funcionamento de boates e casas noturnas com 50% da capacidade de público. O comprovante de vacinação continua sendo exigido para teatros, cinemas e pontos turísticos da cidade.

Especialistas criticaram a decisão da prefeitura. A pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcolmo afirma que o uso de máscaras ainda é necessário.

— Acho que é uma porcentagem arbitrária e temerária (65%). O uso de máscaras é algo que deve nos acompanhar durante muito tempo ainda. Em ambientes fechados, qualquer que seja, no trabalho, escola, transporte coletivo e ambientes onde haja muita gente, a máscara deve ser exigida.

Percentual de vacinados não deve ser critério único

Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images
Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images

De acordo com Dalcolmo, não é só o percentual da população vacinada que determina o controle epidemiológico:

— Só podemos considerar a epidemia controlada quando tivermos 80% da população vacinada, o número de internações hospitalares muito pequeno e o de óbitos praticamente perto de zero — diz.

O pneumologista Hermano Castro também considera a taxa definida pela prefeitura para a queda da exigência como infundada:

— Ainda é prematuro para isso. Não há estudos científicos que comprovem que, ao atingir 65% da população vacinada, há a possibilidade de suspender o uso de máscaras.

O especialista lembra que crianças ainda não foram vacinadas.

— A morbidade é menos grave, mas elas têm carga viral para transmitir.

No início do mês, a prefeitura de Duque de Caxias determinou, por decreto, o fim da obrigatoriedade de máscaras em ambientes abertos e fechados. A Justiça, no entanto, suspendeu os efeitos do decreto.

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