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Prefeitura do Rio fará ações para reduzir índice de crimes em áreas críticas

·3 min de leitura

RIO - A oportunidade faz o ladrão. A expressão popular vai servir, a partir de hoje, como ponto de partida do “Conjunto de Estratégias de Prevenção”, projeto da prefeitura do Rio destinado ao combate à criminalidade. Com medidas simples, como poda de árvores, troca de lâmpadas, redução da altura dos postes, além do reforço da presença da Guarda Municipal, o objetivo é reduzir os chamados “crimes de oportunidade”, casos em que o criminoso identifica no ambiente chances para cometer roubos e furtos a pedestres.

Com base em estudo da FGV, lastreado em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a prefeitura concluiu que 25% desses crimes ocorrem em apenas 2% do território, sempre nas mesmas áreas, há anos. Sendo assim, diz o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, o plano é promover intervenções nestas áreas que tirem o “conforto” dos criminosos.

O projeto piloto terá início hoje pelo Méier, apontado como um dos 20 pontos críticos dos crimes de oportunidade. A aposta é reduzir os índices em 20%. A região do projeto sofrerá, segundo Carnevale, 93 ajustes. Haverá, por exemplo, patrulhamento da Guarda Municipal 24 horas por dia.

Presidente da Associação de Moradores do Méier, Jorge Barata disse que o drama do bairro começa às 19h30m, quando os efetivos do projeto “Méier Presente” vão embora.

A região alvo do projeto vai contar, segundo Carnevale, com um patrulhamento 24 horas da Guarda, feito por 93 agentes. A área também passou por melhorias na iluminação pública e instalação de 36 câmeras em pontos estratégicos. Os equipamentos serão monitorados no Centro de Operações.

— A prefeitura precisa assumir o seu protagonismo da segurança pública, fazendo o que cabe a ela: prevenir a violência num ambiente mais seguro — afirma o secretário.

O estudo da FGV mostra que, de 2016 a 2019, os focos do crime de oportunidade não se movimentaram no espaço urbano. Alguns fatores contribuem para isso, como rotas de saída de shoppings e universidades e terminais de transporte coletivo, postes muito altos que mal iluminam os logradouros, árvores frondosas que geram sombras, vasos que servem de esconderijo para o ataque, entre outros detalhes pouco percebidos.

Até 2019, segundo o estudo, eram vistos como pontos críticos as ruas do Centro (especialmente na Lapa), Madureira, Pavuna, Rua Farani (Botafogo), Rodoviária Novo Rio, Central do Brasil, em torno do NorteShopping e Méier, em sexto lugar no ranking.

Como o projeto não envolverá apenas a Guarda Municipal, a prefeitura já fez no local reformas de ruas e praças, com a criação de um parque para animais, além de poda de árvores, limpeza do espaço público, fiscalizações do Lixo Zero e um conjunto de atividades esportivas e culturais que serão oferecidas para a população.

A equipe da Guarda, antes de ir a campo, recebeu instruções sobre policiamento comunitário, uso gradativo da força, produção de dados e estratégias para mediação de conflitos, disse o secretário:

— A vocação dos guardas municipais é atuar como agentes que auxiliem os cidadãos. Além de ocupar, eles precisam conversar com as pessoas, identificar possíveis problemas na localidade do projeto e acionar os órgãos responsáveis para trazer uma solução.

Nas áreas mais degradadas do Méier, alvo preferencial dos crimes de oportunidade, a prefeitura também promoveu a produção de grafites por artistas locais.

No ano que vem, se a experiência no Méier funcionar, o projeto será ampliado para outros pontos críticos, prometeu Carnevale.

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