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Prefeitura do Rio estuda cobrar 'passaporte da vacina' em hotéis para evitar turismo de não imunizados

·2 min de leitura

RIO — Em meio ao estado de alerta de diversos países devido da variante da Covid-19 Ômicron, a cidade do Rio estuda ampliar o “passaporte da vacina” para a hospedagem na capital. A proposta é apoiada por membros do Comitê Científico para tentar evitar o turismo de não vacinados no fim do ano. Durante a reunião do grupo de especialistas nesta segunda-feira, a prefeitura mostrou números que demonstram que a pandemia do coronavírus está em uma situação controlada na cidade. Por isso, na avaliação do grupo, com o atual cenário epidemiológico a realização do réveillon está mantida.

— O ideal seria ter a exigência para o comprovante vacinal no desembarque do país. Mas o governo federal não implementou essa medida ainda. Então seria uma forma de tentar minimizar o risco de ter um turismo de não vacinados — conta infectologista Alberto Chebabo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Comitê.

Uma nova reunião do grupo está marcada para o dia 20 de dezembro para discutir o cenário epidemiológico da pandemia mais próximo da virada do ano. A data pode ser antecipada caso a situação mude. Para discutir o assunto em meio ao surgimento da nova cepa do vírus também está programada para as próximas semanas um encontro de representantes da Secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio com o grupo de assessoramento técnico da SES, equivalente ao comitê científico da capital, e com o Conselho das Secretarias municipais de Saúde (Cosems). Segundo Chieppe, a reunião deve acontecer nesta sexta-feira ou no início da semana que vem.

— O Rio tem uma das maiores redes de vigil ncia e sequenciamento do país em relação a Covid-19. Ainda não sabemos qual será realmente o impacto da nova variante, ainda mais em uma população altamente vacinada como a nossa. Orientamos manter a vigilância e vamos aguardar as evidências científicas sobre a nova cepe — diz Chebabbo

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