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Prefeitura publica licitação para transformação de arena do Parque Olímpico em escolas

·3 minuto de leitura

Cinco anos após os Jogos de 2016, parte importante do Parque Olímpico, na Barra, deve, enfim, se tornar um legado para a cidade. A prefeitura lançou, anteontem, um aviso de edital no Diário Oficial para a desmontagem do Parque Aquático e da Arena do Futuro (Centro Olímpico de Handebol), que vai virar quatro escolas municipais, a um custo estimado de R$78,8 milhões. As unidades serão instaladas em Santa Cruz, Campo Grande, Rio das Pedras e Bangu, cada uma com capacidade para 245 alunos.

Ontem, integrantes da Comissão de Esportes da Câmara Municipal fizeram uma vistoria nas arenas. Em algumas delas, o quadro é de total abandono, com sujeira espalhada e moradores de rua ocupando as estruturas que estão fechadas há anos. O Centro Olímpico de Handebol está sem luz, de acordo com o porteiro, há uma semana. Os terrenos onde estão as arenas são de propriedade do consórcio Rio Mais, que foi responsável pela construção. Com a desmontagem, o consórcio voltará a assumir o espaço, e a prefeitura informou que há “previsão legal” para se construir no local.

— A prefeitura está tentando corrigir um erro do passado. Isso já teria que ter sido feito, mas não houve planejamento. Não era para a gente estar comemorando a construção de quatro escolas, e sim de dez — afirmou o vereador Felipe Michel, presidente da Comissão de Espores da Câmara, após a vistoria.

O projeto de reconversão em quatro escolas está emperrado desde o fim da competição. Em 2017, o governo federal, responsável por repassar os recursos para a obra, disse que a iniciativa estava suspensa porque a prefeitura, desde a gestão do primeiro governo Eduardo Paes, não teria entregue o plano de trabalho. O município, por sua vez, alegava que não recebera verba da União.

Em meio à disputa, o sucessor Marcelo Crivella chegou a assinar um termo junto à prefeitura de Duque de Caxias para que as escolas fossem montadas na cidade da Baixada, o que tampouco se concretizou.

Já o Parque Aquático seria desmontado e suas piscinas distribuídas. Das cinco piscinas, três foram compradas pelo Ministério dos Esportes e foram repassadas para Manaus, Salvador e Guaratinguetá. Já os equipamentos comprados pela prefeitura do Rio seriam instaladas no Parque Madureira, e em Campo Grande, o que não ocorreu. Crivella chegou a doar uma piscina para o Exército, que depois a devolveu. Em março, a prefeitura negociou a doação da principal piscina para Maricá, mas a estrutura metálica continua Barra, abandonada.

Em nota, o prefeito Eduardo Paes respondeu ao GLOBO que as tratativas com Maricá estão “em andamento”. O prefeito também confirmou que está negociando com o governo federal para a prefeitura assumir toda a gestão do Parque Olímpico, hoje compartilhada com o Ministério da Cidadania. Ele revelou seu desejo em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, na última segunda-feira. Sua intenção é conceder a Arena 1 para a iniciativa privada e manter o uso esportivo na Arena 2, ambas hoje sob responsabilidade do governo federal.

Procurado, o Ministério da Cidadania afirmou que a liberação dos recursos, via Caixa Econômica Federal, depende da apresentação, por parte da prefeitura, do plano de ação. Já o prefeito explicou que “os custos serão arcados pelo município até que a negociação com o governo federal seja concluída”.

Segundo levantamento da vereadora Teresa Bergher (Cidadania), de 2017 a 2021 foram liquidados R$ 15,6 milhões à concessionária Rio Mais, pela administração do Parque Olímpico. Desde 2019, porém, não há pagamentos.

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