Mercado abrirá em 5 h 22 min
  • BOVESPA

    110.611,58
    -4.590,65 (-3,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.075,41
    +732,87 (+1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,43
    -0,62 (-0,95%)
     
  • OURO

    1.692,00
    +14,00 (+0,83%)
     
  • BTC-USD

    53.690,34
    +3.120,42 (+6,17%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.081,36
    +57,15 (+5,58%)
     
  • S&P500

    3.821,35
    -20,59 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    31.802,44
    +306,14 (+0,97%)
     
  • FTSE

    6.719,13
    +88,61 (+1,34%)
     
  • HANG SENG

    28.643,43
    +102,60 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.027,94
    +284,69 (+0,99%)
     
  • NASDAQ

    12.426,25
    +129,00 (+1,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,9745
    +0,0147 (+0,21%)
     

Prefeito de Porto Velho (RO) admite colapso por Covid-19 e diz que pessoas podem morrer na rua

·2 minuto de leitura
Foto: REUTERS/Bruno Kelly
Foto: REUTERS/Bruno Kelly

Hildon Chaves (PSDB), prefeito de Porto Velho (RO), afirmou que foi alertado tardiamente pelos gestores da área da saúde quanto ao iminente colapso pelo aumento de casos de Covid-19 na cidade. O tucano diz que foi alertado quando a fila de espera para atendimento na capital já existia.

"O sinal de alerta chegou muito perto do colapso, veio na sexta-feira (22) à noite. No sábado concedemos aquela entrevista coletiva [anunciando o colapso], e no domingo já se iniciaram as tratativas desse apoio do translado de pacientes. Não tive tempo de apurar se demoraram a me passar a realidade ou não", afirmou Chaves ao UOL.

Leia também

O prefeito, no entanto, garante que Porto Velho não se encontra no mesmo nível de Manaus, cidade que registrou diversas mortes por asfixia por ausência de oxigênio hospitalar para tratar pacientes com Covid-19.

“A gente não chegou ao ponto de morrer gente na rua, não. Mas se nada for feito, é possível que chegue a isso. As providências estão sendo tomadas. A situação veio se agravando, agravando, agravando, e a gente esperando uma melhora até chegar no que está nesse ponto. Lá pelo mês de novembro todo mundo acreditava que o negócio estava acabando, e aí depois do Natal a coisa começou de novo e maior em intensidade", lamenta o prefeito.

Chaves admite que os próximos dias devem ser difíceis na capital de Rondônia pelo aumento dos casos da Covid-19.

"É um sentimento de muita apreensão. Nós estamos tomando as medidas que são possíveis, mas estamos muito preocupados. Eu não sei o que nos aguarda. Espero que as medidas adotadas [de isolamento social] surtam o efeito necessário", afirmou Chaves, que garante que a situação é mais crítica do que na primeira onda da pandemia.

"Nós passamos a primeira onda e conseguimos conduzir o trabalho, não chegamos ao ponto em que chegamos aqui. Esse crescimento agora foi praticamente de janeiro para cá. Talvez seja reflexo dos excessos das festas de final de ano. Não tivemos nenhuma comemoração oficial, mas estavam liberados shows, boates, festas; e a população exagerou um pouco, baixou a guarda, e rapidamente toda rede lotou", lamenta o prefeito que ainda diz que os hospitais de Porto Velho estão superlotados também pela presença de pacientes de outras cidades.

“Na primeira onda tivemos um número muito grande na capital e agora temos muitos casos no interior. Muita gente vindo do sul do Amazonas. Humaitá, por exemplo, são três dias de barco para Manaus; melhor vir para cá", relata ao UOL.