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Prefeito de Rio das Ostras pede desculpas após chamar judeus de gananciosos

Anita Efraim
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Fala de Marcelino Borba relacionando judeus e ganancia foi feita no discurso de posse (Foto: Reprodução)
Fala de Marcelino Borba relacionando judeus e ganancia foi feita no discurso de posse (Foto: Reprodução)

Marcelino Borba (PV), prefeito de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, pediu desculpas por chamar judeus de gananciosos durante o discurso de posse. Na ocasião, ele fez críticas à Enel, empresa que fornece energia elétrica para a região, e comparou a companhia a judeus.

“Eles ficaram um mês para substituir um poste. E não trabalham de graça, não. São iguais judeus. Trocamos lá na Cidade Praiana uns 12 postes de madeira. Precisava do poste de madeira. 'Não, agora tem que vender. É R$ 450'. São pior do que judeu, assim! Os caras não liberam nada. Tudo para eles, querem dinheiro. É uma covardia com a gente", disse.

Assista:

Após a fala, a Polícia Civil abriu uma investigação contra Marcelino Borba por injúria racial. Em nota enviada ao portal UOL, ele pediu desculpas pela fala e chamou a comparação de “infeliz”.

“Fiz uma comparação infeliz citando o povo judeu, na empolgação de um discurso improvisado. Como bem meus colegas de partido sabem, não costumo preparar discursos, sou um homem simples, que prefere falar de improviso no calor da emoção. Por isso, ao criticar a empresa de energia elétrica, que vem causando vários prejuízos ao nosso município, recorri a uma expressão, de moto metafórico, que infelizmente atingiu o povo judeu”, justificou.

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“Por isso apresento aqui minhas desculpas públicas aos nossos irmãos judeus, que há séculos são prejudicados e guardam na sua história a tristeza de milhões de vidas perdidas. Infelizmente utilizei as palavras erradas ao me expressar naquele momento", afirmou.

A Confederação Israelita do Brasil repudiou a fala do prefeito de Rio das Ostras e disse que avalia “possíveis medidas legais a serem tomadas”. “Sua fala reflete preconceito abjeto usado ao longo dos séculos para perseguir judeus. E se torna mais grave ainda quando proferida por uma autoridade.”

O caso será encaminhado à Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro de Atribuição Originária da Polícia Civil, já que Marcelino Borba tem foro privilegiado.

Ao Uol, a Enel declarou que a atuação da empresa é pautada pela “transparência e pelo respeito” e lamentou a declaração do prefeito.