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Prefeita aliada de Evo Morales é atacada por manifestantes da oposição

Foto: STR/AFP via Getty Images

A controversa reeleição de Evo Morales segue agitando a Bolívia. A prefeita da cidade de Vinto, Patricia Arce, foi humilhada publicamente pela multidão por transportar camponeses pró-Morales para confrontar os manifestantes.

Arce teve o cabelo cortado, foi pintada de rosa e obrigada a andar descalça por vários quarteirões em meios aos gritos de "assassina! assassina!". A prefeita foi resgatada pela polícia horas depois.

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Sindicatos de camponeses realizaram uma marcha para restabelecer o tráfego em estradas bloqueadas há dias em Cochabamba, e houve confronto com universitários opositores na Praça Bush e em outras zonas da cidade.

Também ocorreram protestos na quarta-feira nas cidades de Santa Cruz (leste), Sucre (sudeste), Tarija (sul) e Potosí (oeste).

Em quase todas estas cidades os opositores fecharam as repartições públicas e os escritórios das empresas estatais, como a Entel (telecomunicações), a YPFB (petroleira) e a BOA (aérea).

Durante a noite foram registrados confrontos entre a polícia e manifestantes na capital La Paz.

A Agência Nacional de Hidrocarbonetos advertiu para um possível desabastecimento de gasolina caso persistam os bloqueios de estrada.

Morales liderou nesta quarta-feira, no Lago Titicaca, o ato de 193º aniversário da Marinha boliviana, onde declarou que os militares devem "prestar serviço ao povo boliviano".

"As Forças Armadas sempre têm que garantir a soberania do povo boliviano, à margem do papel constitucional de garantir o território nacional", declarou Morales, em uma aparente resposta a Camacho, que no sábado pediu aos militares que fiquem do lado da oposição nessa crise política.

Os militares se mantêm à margem da controvérsia eleitoral.