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Passagens aéreas podem ficar até 50% mais caras após crise do coronavírus

Foto: Getty Images

Por Anna Rangel (@annarangel)

Viajar vai ficar mais caro depois da pandemia. A Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo), vê aumentos da ordem de 50% após a fase mais aguda da crise do novo coronavírus – essa, sim, acompanhada de descontos. Isso porque as medidas de distanciamento social, que podem incluir restrição no número de assentos, devem aumentar os custos das passagens.

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As aéreas também tentam se preparar com medidas como novos protocolos de segurança sanitária. Entre as medidas estão o uso de máscaras no aeroporto, medição de temperatura, instalação de tapetes para desinfecção dos sapatos, ajustes nos filtros de ar das aeronaves e diminuição do serviço de bordo.

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Outro fator que deve pesar são as perdas estimadas em US$ 314 bilhões pelo setor, também segundo a Iata. Entre meados de março e o início de abril, 64% da frota global de aviões passou estacionada nos hangares, de acordo com a consultoria Cirium, especialista em aéreas. 

No Brasil, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) estima que a queda de demanda dentro do país seja de cerca de 95%. Os voos internacionais foram paralisados. Para o futuro, o ineditismo da crise não permite fazer grandes previsões.

Os primeiros meses após a pandemia

Para Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, o retorno começa em voos de rotas curtas. Na sequência, ampliam-se as distâncias até que sejam retomados trajetos para o exterior. “Estimamos que o pessoal que viaja internacional deve, nas próximas duas temporadas, aumentar sua procura por opções domésticas”, afirma.

Nos meses logo após a reabertura do setor aéreo, espera-se uma primeira leva de descontos. Quem programa uma viagem para o Nordeste a partir de outubro já encontra pacotes pelo menos 30% mais baratos. A informação, fornecida pela CVC, considera o mesmo período de 2019.

Para ganhar o cliente, as empresas terão de investir em duas frentes. Além de baixar preços, para acomodar a perda de renda durante a crise, será fundamental ganhar a confiança de quem consome seus produtos.

“Será preciso ‘reacostumar’ a demanda. Mesmo que as lojas abram hoje, não vão encher. Para a pessoa se reaproximar do consumo, precisará de uma maior confiabilidade. À medida que veem o mundo voltando ao normal, aí voltam a consumir”, afirma Leonardo Trevisan, especialista em comportamento do consumidor e professor da ESPM.

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