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Preço do tomate segue em alta há 20 semanas; entenda motivos

Forte alta nos preços dos combustíveis também encareceu o frete do produto. (Tobias Schwarz/AFP)
Forte alta nos preços dos combustíveis também encareceu o frete do produto. (Tobias Schwarz/AFP)
  • Tomate já ficou 22,25% mais caro em abril;

  • Área plantada de tomate vem diminuindo desde 2020;

  • Chuvas intensas ajudaram na escalada dos preços.

Se antes o tomate era o queridinho dos molhos e das saladas, ele tem se tornado o vilão no bolso dos brasileiros. Em alta há 20 semanas seguidas, o fruto pode chegar a quase R$ 30 o quilo em algumas regiões do Brasil.

Só em abril, o tomate já ficou 22,25% mais caro, e isso depois de ter subido 6,55% em março, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Um dos motivos apontados para essa escalada nos preços são as chuvas intensas no início do ano geraram perdas nas plantações, afetando os produtores do Sudeste e do Nordeste pela combinação com o calor intenso. Esse “combo” facilita a infestação de pragas, afetando a colheita.

Além disso, a área plantada de tomate vem diminuindo desde 2020 porque, no início da pandemia, os produtores perderam vendas com o fechamento do comércio e decidiram diminuir a área de plantio.

Outro ponto de atenção é o fim da safra de verão e início da de inverno, que ocorre em abril no Sul e Sudeste. Nessa época, costuma-se colher bem pouco tomate.

Nas regiões Sul e Sudeste, onde é mais forte a produção de tomate, a safra de inverno ocorre entre os meses de abril a novembro, enquanto a de verão vai de dezembro a março.

A forte alta nos preços dos combustíveis também encareceu o frete do produto. O reajuste de diesel e gasolina foi consequência da disparada do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra também vai afetar o preço de fertilizantes, já que o Brasil importa muitos defensivos agrícolas russos, o que pode encarecer ainda mais os alimentos.

A expectativa, infelizmente, não é das melhores. Espera-se que o valor do tomate deve continuar alto em abril, já que não deve haver um aumento muito expressivo das safras. Os preços tendem a recuar somente entre julho e setembro.

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