Mercado abrirá em 1 h 56 min

Preço do leite registra queda de 12% em setembro

FGV estima que valor de negociação do leite deve continuar em trajetória de queda até o final do ano, influenciado pelo fim da entressafra e retorno das chuvas (Getty Creative)
FGV estima que valor de negociação do leite deve continuar em trajetória de queda até o final do ano, influenciado pelo fim da entressafra e retorno das chuvas (Getty Creative)
  • Preço do leite longa vida registrou uma queda de 12% na prévia da inflação de setembro;

  • Em agosto, a queda no preço do leite havia sido de 1,7%;

  • Uma explicação para a queda foi o fato de o consumidor não ter conseguido arcar com o valor, precisando muitas vezes apelar para produtos similares.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27) mostram que o preço do leite longa vida registrou uma queda de 12% na prévia da inflação de setembro. No entanto, o produto ainda acumula uma alta de 58% ao longo de 2022.

Em agosto, a queda no preço do leite foi de 1,7%. Em entrevista ao portal g1 no mês passado, o economista da FGV, André Braz, já havia previsto que, "no campo, o valor de negociação do leite deve continuar em trajetória de queda até o final do ano, influenciado pelo fim da entressafra e retorno das chuvas – que melhoram a qualidade das pastagens".

Outra explicação para a queda foi o fato de o consumidor não ter conseguido arcar com o valor, precisando muitas vezes apelar para produtos similares como as misturas lácteas e soro de leite.

Em julho, um levantamento da Precifica, empresa especializada em soluções de estratégias de preços, mostrou que quem mora em São Paulo gasta mais da metade do salário mínimo – de R$ 1.284, no estado - para comprar apenas 13 itens da cesta básica.

Em junho, foram necessários R$ 692,81 para comprar os alimentos de forma online. O leite foi o produto que mais sofreu com variação, em comparação a maio: 14,03%. O litro, que custava em média R$ 4,99, subiu para R$ 5,69 no mês passado. Dependendo da região, chegou à impressionante marca de R$ 10,45.

Não foi só o leite que subiu consideravelmente de um mês para o outro. Em segundo lugar, aparece o quilo da banana, 11,84% mais caro. Depois, sal refinado (10%) e óleo de soja (8,92%). Em contrapartida, o tomate recuou 10,73%, a batata ficou 9,12% mais barata, o arroz baixou 4,11% e o açúcar caiu 2,13%.