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Preço do leite finalmente começa a cair nos mercados

Man reading milk label in grocery store
Man reading milk label in grocery store
  • Produto apresenta queda de 17% neste mês de agosto;

  • Artigo subiu 80% só em 2022;

  • Produtores de leite voltam ao negócio após dificuldades no ano passado.

Após subir 80% neste ano, o preço do leite começa a dar sinais de normalização, com uma queda de 17% durante esse mês de agosto. Especialistas apontam que a fase mais crítica do preço já passou com o fim do período de seca. Só em julho o artigo sofreu um aumento de 25% no varejo segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Embora os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam a redução de 17%, o pesquisador Samuel José Magalhães Oliveira, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite aponta que os preços não devem retornar aos níveis anteriores aos da pandemia, mas que boa parte dos custos extra devem passar.

Segundo Oliveira, a elevação vertiginosa dos preços foi fruto de uma combinação de fatores atípica, desde as quarentenas impostas como medidas sanitárias, as perdas de safras de grãos brasileiras usados para alimentar o gado, a dificuldade se importar devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, dois grandes exportadores mundiais, além do aumento na gasolina que encarece o frete.

Outro grande problema foi também a redução na oferta por parte dos produtores. Em 2021 a demanda pelo leite ainda não havia retomado aos patamares de hoje, porém os custos de produção já apresentavam uma grande alta. O resultado disto foi que muitos produtores desistiram do negócio, fazendo com que a oferta deste ano diminuísse.

Apesar dos altos preços, o produto ainda falta na prateleira do mercado, com uma taxa de ruptura de 22,7% segundo a consultoria Neogrid, que monitora o estoque das maiores redes de supermercados do país. Tamanha demanda, altos preços e redução nos custos de produção fez com que os produtores voltassem a se interessar pelo negócio. “Poucas vezes houve um estímulo tão forte via preço para o aumento da produção como neste meio de ano”, concluiu Oliveira.