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Preço de alimentos cresceu quase 30% no mundo em 2021

·2 min de leitura
  • Preços não cresciam tanto assim há 10 anos

  • Aumento global foi devido a diversos fatores, como a crise energética e perdas de safras

  • Economistas da FAO não veem estabilização da cadeia produtiva alimentar nos próximos anos

A FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura), a agência global de alimentos da ONU (Organização das Nações Unidas) comunicou que os preços dos alimentos subiram 28% no mundo todo em 2021.

Esse é o maior aumento em 10 anos, disse a organização. Os dados foram revelados em um relatório neste início de ano pela organização.

A FAO afirmou que seu índice de preços, que acompanha a variação dos preços de compra e venda das commodities alimentares, teve uma média de 125,7 pontos em 2021.

Apesar da alta, o índice mostrou uma queda em dezembro.

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Problemas nas próximas colheitas

O órgão também afirmou que as chances de retorno à estabilidade do mercado são pequenas. De acordo com ele, o aumento de custo gerou dúvidas quanto ao tamanho das colheitas futuras.

Questiona-se se os agricultores conseguiram investir o suficiente para normalizar o tamanho de suas plantações.

"Embora os preços normalmente altos devam dar lugar ao aumento da produção, o alto custo dos insumos, a pandemia global em curso e as condições climáticas cada vez mais incertas deixam pouco espaço para otimismo sobre um retorno a condições de mercado mais estáveis, mesmo em 2022", comunicou o economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian, em nota oficial.

As principais causas da elevação nos preços podem ser divididas em diversos fatores, como o aumento no preço dos fertilizantes, a elevação no custo da energia e a perda de safras devido a condições climáticas irregulares.

Por exemplo, o mercado de oleaginosas iniciou conturbado em 2022, devido a secas na América do Sul e a inundações na Malásia. Por outro lado, o preço dos derivados de leite também se mantiveram em alta, devido à baixa produção na Europa Ocidental e na Oceania.

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