Mercado fechará em 3 h 22 min
  • BOVESPA

    106.440,31
    +66,45 (+0,06%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.463,88
    -509,39 (-0,94%)
     
  • PETROLEO CRU

    85,38
    +1,56 (+1,86%)
     
  • OURO

    1.815,50
    -1,00 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    41.747,94
    -833,02 (-1,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    997,59
    -11,79 (-1,17%)
     
  • S&P500

    4.597,11
    -65,74 (-1,41%)
     
  • DOW JONES

    35.384,70
    -527,11 (-1,47%)
     
  • FTSE

    7.575,13
    -36,10 (-0,47%)
     
  • HANG SENG

    24.112,78
    -105,25 (-0,43%)
     
  • NIKKEI

    28.257,25
    -76,27 (-0,27%)
     
  • NASDAQ

    15.410,50
    -185,25 (-1,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2823
    -0,0115 (-0,18%)
     

Preço da passagem de ônibus deve subir em 2022

·3 min de leitura
(Photo by Bruna Prado/Getty Images)
(Photo by Bruna Prado/Getty Images)
  • Segundo as empresas, seria necessário um reajuste de 50% nos valores para cobrir os custos de operação;

  • Especialistas acreditam que governo arcará com maior parte das despesas através de subsídios;

  • Na contramão, alguns municípios conseguirem reduzir ou até abolir o valor da passagem.

A elevação vertiginosa no preço do diesel e a necessidade de reajustes salariais dos funcionários poderá causar um aumento no preço da passagem pelo Brasil. Em meio a um cenário onde os combustíveis, a energia elétrica e os alimentos já representaram um aumento nos custos de vida da população, agora o transporte público pode vir a se apresentar como o principal antagonista do próximo ano.

Segundo especialistas e empresas de transporte, seria necessário um aumento de 40% a 50% na tarifa para cobrir todos os custos de operação. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) revela que aumentos repentinos, como a alta de 65% no preço do diesel, ampliaram ainda mais o déficit das empresas, que foi de R$ 17 bilhões durante a pandemia, época em que houve redução de passageiros.

Com o intuito de evitar essa sangria do bolso dos cidadãos, especialistas e autoridades já estão se reunindo para debater qual a melhor solução. Segundo o economista Cláudio Frischtak, sócio gestor da Inter.B, o reajuste deverá ficar na margem dos 10%, enquanto o restante dos custos poderá ser absorvido por meio de subsídios do governo.

"Parte considerável das pessoas que precisam de transporte público tem capacidade mais restrita para absorver esses reajustes. O que tende a acontecer é elevar subsídios", disse o economista.

Leia também:

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes já anunciou o aumento dos subsídios para custear o transporte. Além disso, a Secretaria de Trânsito comunicou o desenvolvimento de um novo modelo de remuneração para as empresas, que deverá entrar em vigor em julho de 2022.

Já em São Paulo, Ricardo Nunes afirmou ser "inevitável" o reajuste no valor da passagem. Atualmente a prefeitura paulistana já paga R$ 3 bilhões em subsídios para as companhias.

Para o presidente da NTU, Otávio Cunha, as prefeituras terão de arcar com a maioria dos custos, pois em meio a uma inflação acumulada de 10,25%, é impossível repassar o aumento ao passageiro.

"Os valores para equilibrar a operação exigiriam reajuste de 40%, é inimaginável. Nenhum prefeito teria coragem de fazer isso. O mais razoável seria usar, excepcionalmente, recursos do orçamento", afirmou Cunha.

Na contramão dessa tendência, algumas cidades conseguiram reduzir as tarifas de ônibus nos últimos meses. Em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, o preço da passagem caiu de R$ 2,30 para R$ 1,95 somente neste ano.

De acordo com Samuel Almeida da Silva, secretário municipal de Planejamento, o segredo foi mudar o modelo de remuneração das empresas, que passaram a receber por quilômetro rodado, e não mais pela quantidade de passageiros. Com a redução do valor da passagem, o número de passageiros subiu de 32 mil em 2017, para 53 mil em 2018.

"Em quatro anos, aumentamos a oferta de ônibus em 30% e reduzimos o custo pela metade. Essa economia foi repassada ao passageiro", disse o secretário.

Outras cidades se apresentam ainda mais radicais, abolindo de vez a tarifa. Chamada de Tarifa Zero, a iniciativa propõe custear o transporte público a partir do orçamento público, abolindo a cobrança do usuário. Atualmente no Brasil 15 cidades já adotaram a política de não cobrança, sendo as maiores Caucaia, CE, com 360 mil habitantes, Volta Redonda, RJ, com 257 mil habitantes e Maricá, RJ, com 143 mil habitantes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos