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Preço da ceia de Natal dispara em 2020; pernil sobe 31%

Colaboradores Yahoo Finanças
·2 minuto de leitura

A ceia de Natal em 2020 ficará mais salgada no bolso dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE), 16 itens consumidos na noite de 24 de dezembro tiveram aumento, em média, de 15%. O pernil de porco subiu 31%, e a alta do arroz atingiu 62%.

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Para o levantamento, foram avaliados os chamados “itens de mesa”, como arroz, batata inglesa, cebola, ovos, carne suína, azeite, sucos de fruta e refrigerantes, e outros mais consumidos durante a ceia, como bacalhau, azeitonas em conserva, bolos prontos e vinhos.

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O arroz, que disparou no meio do ano e chegou a custar mais de R$ 30 o saco com 5 kg, lidera o ranking do aumento: 62,08%. A desvalorização do real é apontada como fator para o aumento nos preços das carnes de porco. O pernil suíno subiu 30,55% no período de 12 meses, enquanto o lombo suíno ficou 20,14% mais caro.

A mesma situação foi detectada no preço do frango inteiro (incluindo o peru): alta de 14,51%. Por consequência, os ovos também aumentaram: 14,21%. O bacalhau subiu 10%, pressionado pelo dólar. A batata inglesa oscilou 10,67%, as frutas ficaram 14,99% mais caras e a azeitona em conserva, 13,29%.

Apenas dois itens tiveram redução de preço durante esse período: os refrescos de fruta em pó, que caíram pouco (0,12%), e a cebola, com queda de 15,7%.

“A exportação cresceu muito, especialmente para a China, após a recuperação do país asiático por causa da pandemia de coronavírus. Isso, mais o dólar alto na época, fez com que lá fosse mais vantajoso vender para fora do que aqui. O preço do produto aumentou muito no mercado interno, o que aumentou também os custos de produção nas fazendas", declarou ao portal UOL o economista responsável pelo estudo, André Braz.

“Apesar de o aumento das exportações ter sido muito bom para a balança comercial, é um desafio para a inflação, porque pressiona o mercado interno. Para dezembro, os preços ainda continuam altos, até por causa da demanda, e quem sabe em 2021 uma estabilidade cambial maior e safras maiores podem fazer com que os preços diminuam”, explicou.

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