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Precisamos ter transparência sobre qual arcabouço fiscal vamos usar, diz Campos Neto

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala com a imprensa em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisa continuar avançando nas reformas e precisa ter transparência quanto ao arcabouço fiscal que vai utilizar daqui para frente.

Em palestra no Meeting News, organizado pelo Grupo Parlatório, ele avaliou que os dados fiscais do governo têm mostrado melhora "importante", mas ressaltou que o mercado olha para frente. Segundo Campos Neto, também há inquietude em relação ao novo pacote de ajuda aos mais vulneráveis e a seu financiamento.

"Estamos saindo da pandemia ainda com algum dinheiro sendo colocado em circulação", disse ele. "Pergunta que fica é quais são as reformas que vão ser feitas para fazer com que a gente mude de patamar", complementou.

Segundo Campos Neto, o questionamento não é sobre o que foi feito no passado, mas sobre o que país consegue fazer para ter crescimento estrutural mais alto.

"Se eu tiver uma taxa de juros de 12%-13% com crescimento de 1%, temos claramente trajetória explosiva (da dívida)", disse.

(Por Marcela Ayres; Edição de José de Castro)

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