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Precisa Medicamentos afirma que intermediária de venda da Covaxin foi escolha do laboratório indiano

·1 minuto de leitura

BRASÍLIA - A Precisa Medicamentos afirma que o laboratório indiano Bharat Biotech "colocou no negócio" da compra da vacina Covaxin uma empresa intermediária localizada nos Emirados Árabes. A operação de aquisição do imunizante indiano, que seria fornecido para o Ministério da Saúde, foi feita por meio da Envixia, localizada em um paraíso fiscal de Dubai e administrada por um executivo indiano investigado por uma suposta venda de testes falsos.

O contrato desse negócio, obtido pelo GLOBO, não é assinado pela Bharat Biotech, laboratório que produz a vacina Covaxin, mas sim pela Envixia, representada pelo executivo indiano Anudesh Goyal. Segundo o "Times of India", Goyal é investigado pela suposta participação na venda de 100 mil testes falsos de Covid-19 para um festival religioso, o Kumbh Mela, em abril desse ano. O evento antecedeu um drástico aumento no número de casos e mortes por coronavírus na Índia, motivando uma investigação policial. A reportagem entrou em contato com Anudesh Goyal por e-mail e telefone desde segunda-feira, mas ele não respondeu.

De acordo com um documento enviado pela Precisa ao Ministério da Saúde, o endereço da Envixia seria em Fujairah, outra zona livre de impostos nos Emirados Árabes. A autoridade de Fujairah, porém, nega haver registros em nome da empresa no local. O GLOBO confirmou que a Envixia, na verdade, é registrada na Zona Livre de Dubai.

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