Preços no varejo paulistano subiram 4,02% em 2012

Os preços no varejo paulistano fecharam 2012 com alta de 4,02% em relação ao ano anterior, indica o Índice de Preços no Varejo (IPV), divulgado nesta terça-feira pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O aumento ficou abaixo do registrado entre 2011 e 2010, quando os preços subiram 4,09%.

O indicador teve alta de 0,64% em dezembro ante novembro, completando cinco meses consecutivos de aumento. De acordo com a nota oficial da entidade, os preços nos supermercados acumularam alta de 9,4%; as padarias, de 13,7%; e as feiras livres, 12,1%. Segundo a FecomercioSP, os três grupos somados atingem pouco mais de 40% do IPV, "tendo em vista sua relevância no orçamento das famílias que têm renda entre um e dez salários mínimos", explica a nota.

Segundo a pesquisa, os subgrupos que mais se elevaram no segmento de supermercados foram os cereais (arroz, feijão e milho), cuja alta atingiu 35,6% no ano, seguido de tubérculos (31,6%). As aves comercializadas nos açougues acumularam variação positiva de 29,1% em 2012.

Outros grupos que favoreceram a trajetória de alta do indicador no acumulado de janeiro a dezembro foram: vestuário, tecidos e calçados (2,1%), drogarias e perfumarias (4,1%), material de construção (4%), móveis e decoração (4%) e autopeças e acessórios (4,1%).

Por outro lado, influenciado pela isenção fiscal do IPI, o indicador de veículos recuou 6%, sendo de 7,4% o decréscimo percebido em automóveis usados e 6,1% em automóveis novos. A FecomercioSP explica que a ação exerceu pressão negativa no IPV ao longo do ano e será revertido a partir de janeiro, quando o imposto voltará a ser cobrado de forma gradual.

Outro grupo que registrou baixa foi o de combustíveis e lubrificantes, cujo acumulado em 2012 ficou em -1,6%. Já os eletrodomésticos, igualmente favorecidos pela redução do IPI, encerraram 2012 acumulando um declínio de 0,7%, sendo 4,8% nos produtos da linha branca.

Para a FecomercioSP, 2013 conta com alguns aspectos que deverão manter os preços estáveis, como uma expectativa de menor pressão nos preços das commodities agrícolas e a ausência de fenômenos climáticos tal como o El Niño e o La Niña. Por outro lado, o retorno do IPI nos automóveis, nos produtos da linha branca e em móveis e decorações deve causar perturbações nos preços do varejo, principalmente no primeiro semestre do ano.

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