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Preços por vaga de carro na Lagoa sobem com mudança na concessão de estacionamentos

·3 minuto de leitura

Há três anos, quem passeia pela Lagoa se queixa do aumento da tarifa de estacionamento, resultado de permissão de uso concedida pelo município a empresa privada para explorar a operação. Em junho, um grupo de frequentadores que se mobilizou, o que resultou inclusive em ação judicial movida pelo Ministério Público do Rio, chegou a comemorar o rompimento do contrato tão contestado. Um mês depois, a nova empresa, a Rio2Parking, assumiu as vagas em quatro áreas espalhadas por um dos espaços ao ar livre mais concorridos da cidade —, e os preços cobrados subiram ainda mais.

— Fiquei de luto, havia sido uma vitória nossa, mas a alegria durou pouco — resumiu Maria Luiza Araujo, moradora do Jardim Botânico, uma das que se queixam dos valores de estacionamento. — Trocaram a firma e nada melhorou, os preços só ficaram mais altos.

Em 12 de dezembro de 2017, a prefeitura entregou à Tecnopark o direito de operar os estacionamentos da Lagoa, divididos entre os pontos do Parque dos Patins e do Cantagalo, além das áreas próximas aos clubes Caiçaras e Piraquê, sob a condição de um pagamento mensal de R$ 320 mil ao município. Como outorga, a empresa desembolsou 24 meses adiantados, ou R$ 7,68 milhões. Desde o início de 2020, no entanto, nenhuma mensalidade foi paga. A dívida, até junho passado, quando o contrato foi rompido, chegou a R$ 6,9 milhões.

Por causa da inadimplência, a prefeitura, em 26 de abril, determinou a abertura de nova seleção pública para a operação, definindo valor mínimo de R$ 134 mil mensais. Em 11 de junho foi publicada, no Diário Oficial, a escolha da nova empresa, a Rio2Parking, que agora paga uma taxa de R$ 142 mil, menos da metade do valor estipulado para a empresa anterior. Um dia antes, a prefeitura notificou o encerramento do contrato à Tecnopark, que resolveu judicializar o caso, já que desde o ano passado vinha pedindo desconto de 50% nos pagamentos mensais, em busca de uma cota semelhante à que a Rio2Parking paga agora. O pedido de liminar foi negado. Procuradas, as duas empresas não se manifestaram. O município alega que o valor original, de R$ 320 mil, foi oferecido pela própria empresa na ocasião da seleção pública.

O problema dos preços altos do estacionamento segue atormentando os frequentadores. Na última terça-feira, O GLOBO esteve no Parque dos Patins e verificou que já houve reajustes na gestão da Rio2Parking. O valor durante os dias úteis passou de R$ 9 para R$ 10, sem limite de tempo. Já aos fins de semana e feriados, a tarifa é de R$ 10 pela primeira hora e mais R$ 4 por fração de meia hora. No início da privatização do estacionamento, que antes funcionava sob o Rio Rotativo, os preços variavam de R$ 3 a R$ 10, a depender do dia e do ponto da Lagoa.

— O serviço é caro e ruim — diz o advogado Pedro Santana, morador da Gávea e frequentador assíduo do Clube Piraquê.

Segundo a Secretaria municipal de Fazenda, “o próprio mercado regula os preços, com base na relação entre oferta e demanda” e não houve “previsão de política tarifária” porque “não se trata de prestação de serviço público”.

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