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Preços do petróleo sobem apesar de aumento dos estoques e alto índice de inflação nos EUA

Extração de petróleo no Texas, nos EUA.

Por David Gaffen

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo subiram modestamente nesta quarta-feira, mesmo depois que os estoques de petróleo dos Estados Unidos aumentaram e depois que os números da inflação norte-americana reforçaram o caso de outro grande aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve.

O petróleo Brent fechou em alta de 8 centavos, a 99,57 dólares o barril, enquanto o petróleo bruto WTI, dos EUA,, ganhou 46 centavos, a 96,30 dólares por barril.

O índice de referência global Brent caiu acentuadamente desde que atingiu 139 dólares em março, o que estava próximo da alta histórica de 2008, já que os investidores têm vendido petróleo ultimamente com preocupações de que aumentos agressivos das taxas para conter a inflação desacelerarão o crescimento econômico e afetarão a demanda por petróleo.

Na terça-feira, os preços caíram mais de 7% em negociações voláteis para ficar abaixo de 100 dólares pela primeira vez desde abril, e estão em uma condição de sobrevenda com base no indicador de força relativa, uma medida do sentimento do mercado.

“Eu não diria que essa tendência de alta ainda acabou”, disse Thomas Saal, vice-presidente sênior da StoneX Financial. "Os níveis de estoque ainda estão muito baixos em todo o mundo, e isso tem sido um grande fator neste rali".

Os estoques de petróleo dos EUA, no entanto, subiram mais do que o esperado, em uma leve pausa do aperto nos mercados. Os estoques de petróleo comercial dos EUA subiram 3,3 milhões de barris, mostraram dados do governo, contra as expectativas de uma queda modesta nos estoques.

Os preços ao consumidor nos EUA aceleraram para 9,1% em junho, com os custos da gasolina e dos alimentos permanecendo elevados, consolidando o argumento para o Federal Reserve aumentar as taxas de juros em 75 pontos base no final deste mês.

A renovação das restrições em função da Covid-19 na China também pesaram no mercado, já que as importações chinesas de petróleo caíram para o menor nível em quatro anos em junho.

(Reportagem de David Gaffen, com reportagem adicional de Alex Lawler e Laura Sanicola)

((Tradução Redação São Paulo))

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