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Preços do petróleo caem mais de 1% com fim de greve na Noruega, mas sobem na semana

Por Scott DiSavino
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Plataforma de petróleo da Equinor na Noruega, onde fim de greve de trabalhadores levou preços a caírem nesta sexta-feira
Plataforma de petróleo da Equinor na Noruega, onde fim de greve de trabalhadores levou preços a caírem nesta sexta-feira

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram mais de 1% nesta sexta-feira, após o fim de uma greve de trabalhadores do setor na Noruega, o que pode resultar no aumento da oferta da commodity mesmo com a passagem do furacão Delta pelos Estados Unidos forçando companhias de energia a cortar produção.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,49 dólar, ou 1,1%, a 42,85 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) recuou 0,59 dólar, ou 1,4%, para 40,60 dólares o barril.

Apesar da queda desta sexta-feira, ambos os valores de referência acumularam ganhos de cerca de 9% na semana, o que representa o primeiro avanço em três semanas e a maior alta semanal do Brent desde junho.

Os futuros do petróleo subiram no início da semana por preocupações de que a greve na Noruega e a chegada do furacão Delta à Costa do Golfo dos EUA pudessem reduzir o bombeamento de petróleo.

Mas petroleiras norueguesas chegaram nesta sexta-feira a um acordo salarial com representantes de sindicatos locais e colocaram um ponto final à greve de dez dias, que ameaçava cortar a produção de óleo e gás do país em cerca de 25% na semana que vem.

"Um dos fatores altistas que vinham dando apoio aos preços desmoronou no final do dia, quando foi anunciado que a Noruega encerraria a greve", destacou Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago.

(Reportagem adicional de Shadia Nasralla, em Londres, e Aaron Sheldrick, em Tóquio)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

REUTERS GA LC