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Preços mundiais dos alimentos voltaram a subir em agosto

·2 minuto de leitura
O índice de preços de alimentos da FAO subiu por 12 meses consecutivos para atingir seu valor mais alto desde setembro de 2011, impulsionado pelos custos mais altos de óleos vegetais, açúcar e cereais (AFP/ISHARA S. KODIKARA)

Os preços mundiais dos produtos alimentares subiram em agosto, após dois meses consecutivos de queda, puxados por altas dos preços do açúcar, do trigo e dos óleos vegetais, anunciou a FAO nesta quinta-feira (2).

O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) aumentou 3,1% em relação a julho, situando-se em 127,4 pontos, o que representa 32,9% a mais que há um ano.

Esse indicador, que mede a variação mensal dos preços internacionais da cesta básica, está se aproximando do seu nível recorde (137,6 pontos), que foi registrado em 2011.

O açúcar sofreu um aumento de 9,6% em um mês "devido ao temor de que as geadas prejudiquem as safras do Brasil", o maior exportador mundial do produto, afirmou a FAO em um comunicado. Esse aumento foi atenuado, porém, pelas "boas perspectivas de produção na Índia e na União Europeia", acrescentou o organismo.

O preço dos óleos vegetais aumentou 6,7% em agosto em relação ao mês anterior, atingindo "seus níveis históricos devido ao persistente temor de uma produção abaixo do seu potencial e da retenção de reservas que tem sido aplicada na Malásia por esse motivo", explicou a FAO.

O óleo de colza e o óleo de girassol também aumentaram seus preços.

Os cereais em geral registraram alta de 3,4% de seu valor. Especificamente, o trigo está 8,8% mais caro devido às perspectivas de safra mais baixas em vários dos principais países exportadores.

Em contrapartida, o preço do milho caiu 0,9% devido à melhora nas projeções de produção na Argentina, na UE e na Ucrânia, o que reduz as más perspectivas de produção no Brasil e nos Estados Unidos.

Em geral, os preços das carnes aumentaram ligeiramente em agosto. As carnes ovina e bovina se mantiveram devido à expressiva demanda chinesa. A carne de aves subiu em razão do aumento da demanda de importação do Leste Asiático e do Oriente Médio.

Por sua vez, a carne suína sofreu queda neste índice devido à menor demanda na China e à falta de dinamismo da demanda europeia.

Por fim, os preços dos produtos lácteos também caíram levemente em agosto.

"A queda dos preços internacionais do leite em pó (...) mais do que compensou o aumento do preço da manteiga e do queijo", disse a FAO.

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