Mercado fechará em 6 h 26 min
  • BOVESPA

    109.985,05
    +870,89 (+0,80%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.808,56
    0,00 (0,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    77,90
    +1,19 (+1,55%)
     
  • OURO

    1.643,00
    +9,60 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    20.153,70
    +1.071,41 (+5,61%)
     
  • CMC Crypto 200

    460,89
    +1,75 (+0,38%)
     
  • S&P500

    3.702,42
    +47,38 (+1,30%)
     
  • DOW JONES

    29.511,28
    +250,47 (+0,86%)
     
  • FTSE

    7.039,81
    +18,86 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    17.860,31
    +5,17 (+0,03%)
     
  • NIKKEI

    26.571,87
    +140,32 (+0,53%)
     
  • NASDAQ

    11.467,25
    +151,00 (+1,33%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1419
    -0,0375 (-0,72%)
     

Preços em alta minam crescimento do Reino Unido e aumentam risco de recessão

Por William Schomberg e Andy Bruce

LONDRES(Reuters) - A economia do Reino Unido cresceu menos do que o esperado em julho, com o forte aumento nas tarifas de energia possivelmente reduzindo a demanda por eletricidade e um salto no custo de materiais atingindo o setor de construção.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% em relação a junho, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira, abaixo da previsão mediana de 0,4% e deixando a economia em risco de entrar em recessão.

Nos três meses até julho, o PIB ficou estável em relação ao trimestre anterior.

"Evidências anedóticas sugerem que pode haver alguns sinais de mudanças no comportamento do consumidor e menor demanda em resposta ao aumento dos preços", disse o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) sobre uma queda de 3,4% na geração de energia.

Os preços da eletricidade saltaram 54% nos 12 meses até julho, parte do aumento nos custos de energia que levou a nova primeira-ministra Liz Truss a anunciar um teto nas tarifas domésticas de energia na semana passada.

Isso --e uma esperada rodada de cortes de impostos prometidos por Truss-- reduziu o risco de um grave golpe na economia a partir do final deste ano, embora a um custo de 100 bilhões de libras (116 bilhões de dólares) ou mais para as já sobrecarregadas finanças públicas do Reino Unido.

No mês passado, o Banco da Inglaterra previu que a quinta maior economia do mundo entrará em recessão no final de 2022 e não sairá dela até o início de 2024, devido em grande parte ao impacto nos padrões de vida do aumento dos preços da energia, causado principalmente pela guerra na Ucrânia.

"Nossa expectativa é que a economia do Reino Unido se contraia no terceiro trimestre de 2022, após sua contração de -0,1% no segundo trimestre de 2022", disse Jake Finney, economista da PwC. “Isso significaria que o Reino Unido entraria em uma recessão técnica pela primeira vez desde que as restrições de bloqueio terminaram”.

O PIB caiu 0,6% em junho, mês que incluiu dois dias de feriados para comemorar os 70 anos da falecida rainha Elizabeth no trono britânico. Um porta-voz do ONS disse que o impacto dos feriados não foi um grande fator em julho.