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Preços e baixo estoque nos EUA elevam procura por soja do Brasil

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os Estados Unidos estão entre os maiores produtores de soja do mundo, mas a oleaginosa está tão escassa e tão cara no mercado americano que agora os clientes recorrem a suprimentos do rival Brasil.

Empresas como a gigante de frango Perdue Farms compraram o maior volume de soja brasileira desde 2014, quando as fortes vendas para a China obrigaram os EUA a aumentar as importações. O Brasil também vendeu uma grande quantidade da oleaginosa para o México, que normalmente compra soja do seu vizinho na América do Norte.

Os preços da soja nos EUA atingiram o maior nível em oito anos, e agora os grãos são os mais caros do mundo. Com a colheita do Brasil atrasada no início do ano, a China tem comprado soja dos EUA da mesma forma que grande parte do mundo, que reemerge da pandemia, o que aumenta a demanda por óleo de cozinha em meio à reabertura dos restaurantes. A demanda da indústria por diesel renovável nos EUA também ajudará a manter os estoques próximos ao nível mais baixo desde a temporada 2013-14.

“Nos Estados Unidos, ficamos praticamente sem nada em termos de oferta de milho e soja”, disse Dan Basse, presidente da consultoria AgResource, em Chicago. “Somos os mais caros do mundo” e os clientes recorrem à América do Sul para atender à demanda, disse.

A oferta no Brasil, que encerrou a colheita no mês passado, é relativamente abundante. O país ainda não reabriu por completo na pandemia, e os chineses tiveram que comprar dos EUA no início do ano para fechar a lacuna quando seus embarques do Brasil atrasaram.

O Brasil tem programada a exportação de 150 mil a 180 mil toneladas de soja para o mercado americano neste ano, enquanto processadores de aves e gado no sudeste dos EUA aproveitam os preços mais baixos do maior exportador mundial, segundo dados compilados pela Bloomberg. O México também comprou mais de 700 mil toneladas e está perto de ultrapassar o recorde do ano passado, mostram os dados.

Agricultores nos EUA planejam expandir a área plantada com soja. Ainda assim, a demanda está tão alta que, após a colheita deste ano, os estoques ficarão apenas um pouco acima do que na atual temporada, que termina em 30 de agosto.

O Departamento de Agricultura dos EUA estima os estoques finais de 2020-21 em 120 milhões de bushels, o que seria o menor nível desde 2013-14, quando as lavouras foram afetadas pela seca. A AgResource prevê estoques finais bem menores, de 55 milhões.

“Simplesmente, não é o suficiente”, disse Scott Irwin, professor da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, sobre a área plantada de soja.

A escassez já se reflete em Chicago. A soja para entrega em julho mostra prêmio para suprimentos com entrega em data futura. No Brasil, a soja custa US$ 40 por tonelada a menos do que carregamentos dos Estados Unidos, de acordo com dados do Commodity3.

“E a situação não melhora com a nova posição da safra”, disse Basse. “Os prêmios dos futuros de julho em relação a dezembro permanecerão.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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