Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.811,40
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    16.974,64
    +24,78 (+0,15%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Preços ao produtor da China têm 1ª queda desde dezembro de 2020 por restrições contra a Covid

Região de compras em Xangai, China

PEQUIM (Reuters) - Os preços ao produtor da China caíram em outubro pela primeira vez desde dezembro de 2020, enquanto a inflação ao consumidor se moderou, destacando que a fraqueza da demanda interna com as rigorosas restrições contra a Covid, as perdas no setor imobiliário e a recessão global podem afetar a economia.

Analistas dizem que os problemas enfrentados por empresas e consumidores, tanto no país como no exterior, aumentarão a pressão deflacionária sobre a China nos próximos meses, com aumentos agressivos das taxas de juros globais e a guerra da Ucrânia aumentando o desafio para Pequim.

O Índice de Preços ao Produtor caiu 1,3% em outubro em relação ao ano anterior, revertendo o aumento de 0,9% um mês antes, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de recuo de 1,5%.

A inflação ao consumidor também se moderou de uma alta de 29 meses em setembro, e as pressões de preços subjacentes permaneceram muito mais modestas, com o núcleo da inflação aumentando 0,6% em outubro, mesma taxa de setembro.

"Fatores adversos como a demanda interna fraca e o abrandamento das exportações deixarão a China atenta a uma deflação, sinalizada por sua leitura moderada do núcleo do índice aos consumidores abaixo de 1,5% por mais de dois anos", disse Bruce Pang, economista chefe e chefe de pesquisa da Jones Lang Lasalle Inc.

O impulso deflacionário no indicador de preços ao produtor refletiu, em parte, os níveis acentuadamente mais altos de um ano atrás e a queda dos preços das commodities, de acordo com comunicado da agência.

A segunda maior economia do mundo tem sido afetada este ano por uma recorrência de surtos de Covid-19, forçando as autoridades a implementarem restrições rígidas contra o vírus e dando um golpe nas atividades das fábricas e dos consumidores.

O índice de preços ao consumidor subiu 2,1% em outubro em relação ao ano anterior, diminuindo de uma máxima de 29 meses de 2,8% em setembro, devido principalmente pela queda dos preços dos alimentos. Também ficou abaixo da expectativa de 2,4%.

Os preços dos alimentos subiram 7,0% em termos anuais, desacelerando de 8,8% no mês anterior.

(Reportagem de Liangping Gao e Liz Lee)