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Preços ao consumidor nos EUA caem em dezembro; pedidos de auxíio-desemprego recuam

Mercado em Washington

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram inesperadamente pela primeira vez em mais de dois anos e meio em dezembro, em meio à queda nos preços da gasolina e de outros bens, sugerindo que a inflação agora está em uma tendência de queda sustentada.

O índice de preços ao consumidor caiu 0,1% no mês passado, depois de subir 0,1% em novembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Esse foi o primeiro recuo no índice desde maio de 2020, quando a economia estava se recuperando da primeira onda de infecções por Covid-19.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice de preços ao consumidor permaneceria inalterado.

Nos 12 meses até dezembro, a inflação ao consumidor norte-americano ficou em 6,5%. Essa foi a menor taxa desde outubro de 2021 e seguiu um avanço de 7,1% em novembro. O índice anual atingiu um pico de 9,1% em junho, o maior patamar desde novembro de 1981. A inflação permanece bem acima da meta de 2% do Federal Reserve.

As pressões sobre os preços estão diminuindo à medida que o ciclo de aperto monetário mais rápido do banco central dos EUA desde a década de 1980 reduz a demanda e os gargalos nas cadeias de suprimentos diminuem.

Os preços da gasolina caíram 12,5% em dezembro, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos EUA.

Os preços de carros e caminhões usados também estão caindo à medida que a oferta de veículos automotores melhora. A demanda em declínio deixou os varejistas com mercadorias em excesso, forçando-os a oferecer descontos para produtos como vestuário e móveis.

Embora a desinflação dos bens tenha se estabelecido, os preços dos serviços permanecem sólidos, sustentados por aluguéis salgados. Mesmo excluindo os aluguéis, a inflação de serviços segue firme, refletindo o crescimento ainda forte dos salários.

No ano passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros em 4,25 pontos percentuais, de quase zero para uma faixa de 4,25% a 4,50%, a mais alta desde o final de 2007. Em dezembro, o banco central norte-americano projetou pelo menos mais 0,75 ponto adicional de alta nos custos de empréstimos até o final de 2023.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,2% em novembro. Nos 12 meses até dezembro, o chamado núcleo do índice aumentou 5,7%, após avançar 6,0% em novembro.

A moderação da inflação será bem recebida pelas autoridades do Fed, mas elas provavelmente vão querer ver evidências mais convincentes da redução das pressões sobre os preços antes de interromper os aumentos de juros.

O mercado de trabalho, que tem se mantido apertado, será fundamental nesse sentido. A taxa de desemprego está de volta a uma mínima em cinco décadas de 3,5%. Havia 1,7 vaga disponível para cada desempregado em novembro nos EUA.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho desta quinta-feira mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1 mil, para 205 mil em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 7 de janeiro. Economistas previam 215 mil solicitações para a última semana.

Parte da queda inesperada nos pedidos reflete os desafios de ajustar os dados às flutuações sazonais no início do ano. No entanto, as solicitações permaneceram baixas, apesar das demissões no setor de tecnologia, bem como cortes de empregos em setores sensíveis às taxas de juros, como finanças e habitação.

(Por Lucia Mutikani)