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Preços ao consumidor nos EUA sobem em outubro; pedidos de auxílio-desemprego têm queda

·3 min de leitura
Supermercado em St Louis, EUA

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em outubro, com a alta do custo do combustível e dos alimentos levando ao maior ganho anual desde 1990, em sinal de que a inflação pode permanecer alta até o próximo ano em meio a problemas globais nas cadeias de oferta.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês passado, após alta de 0,4% em setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Nos 12 meses até outubro, o índice aumentou 6,2%, o maior avanço anual desde novembro de 1990, após salto de 5,4% em setembro.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice teve alta de 0,6% após subir 0,2% em setembro. O chamado núcleo da inflação saltou 4,6% na base anual, a maior alta desde agosto de 1991, após permanecer em 4,0% por dois meses consecutivos. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6% para o índice e 0,4% para o núcleo da inflação.

A inflação está aquecendo novamente conforme o peso econômica da onda de infecções por Covid-19 durante o verão do Hemisfério Norte -- impulsionada pela variante Delta -- enfraquece e os gargalos de oferta persistem. Trilhões de dólares em alívio à pandemia fornecidos por governos em todo o mundo alimentaram a demanda por produtos, deixando as cadeias de abastecimento sobrecarregadas.

A pandemia de quase dois anos afetou os mercados de trabalho, causando uma escassez mundial de trabalhadores necessários para produzir matérias-primas e transportar bens das fábricas aos consumidores.

O governo norte-americano informou na terça-feira que os preços ao produtor aumentaram com força em outubro, revertendo a tendência de desaceleração do índice mensal que havia se consolidado desde a primavera no Hemisfério Norte.

Embora o Federal Reserve tenha reafirmado na semana passada sua crença de que a alta inflação atual "deve ser transitória", a maioria dos economistas está cética, observando também que os salários estão subindo fortemente à medida que as empresas se esforçam para conseguir trabalhadores.

"As interrupções no fornecimento e a recuperação dos serviços representam uma preocupação substancial de que uma inflação mais alta do que a esperada possa persistir por mais tempo do que o Fed acredita", disse Sam Bullard, economista sênior da Wells Fargo.

"Esperamos que a inflação de bens entregue o bastão aos serviços ao longo do próximo ano, mas todos os sinais indicam que os gargalos da cadeia de abastecimento continuarão atiçando a inflação no curto prazo."

O Fed começou neste mês a reduzir a quantidade de dinheiro que está injetando na economia por meio da compra mensal de títulos. A medida de inflação preferida do banco central dos EUA para sua meta flexível de 2% teve alta de 3,6% em setembro na base anual.

Com a escassez de mão de obra, as empresas estão mantendo seus trabalhadores. Em outro relatório divulgado nesta quarta-feira, o Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 4 mil, para 267 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 6 de novembro.

Esse foi o patamar mais baixo desde meados de março de 2020, quando a economia quase parou em meio a fechamentos obrigatórios de empresas nos EUA com o objetivo de desacelerar a primeira onda de infecções por Covid-19. As solicitações, que registram queda há seis semanas consecutivas, estão bem perto de seu nível pré-pandemia.

O relatório foi publicado um dia antes porque o governo dos EUA estará fechado na quinta-feira para o feriado do Dia dos Veteranos.

(Por Lucia Mutikani)

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