Mercado abrirá em 4 h 23 min
  • BOVESPA

    116.230,12
    +95,66 (+0,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.046,58
    +616,83 (+1,36%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,38
    -0,14 (-0,16%)
     
  • OURO

    1.720,00
    -10,50 (-0,61%)
     
  • BTC-USD

    20.130,72
    +174,85 (+0,88%)
     
  • CMC Crypto 200

    456,04
    +10,61 (+2,38%)
     
  • S&P500

    3.790,93
    +112,50 (+3,06%)
     
  • DOW JONES

    30.316,32
    +825,43 (+2,80%)
     
  • FTSE

    7.000,99
    -85,47 (-1,21%)
     
  • HANG SENG

    18.087,97
    +1.008,46 (+5,90%)
     
  • NIKKEI

    27.120,53
    +128,32 (+0,48%)
     
  • NASDAQ

    11.515,50
    -125,25 (-1,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1553
    -0,0126 (-0,24%)
     

Preços ao consumidor dos EUA ficam inalterados em julho com queda do custo da gasolina

Consumidores fazem fila em supermercado em Manhattan, Nova York, EUA

(Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos ficaram inalterados em julho, devido a uma queda acentuada no custo da gasolina, proporcionando o primeiro sinal notável de alívio para os bolsos dos norte-americanos, que viram a inflação disparar nos últimos dois anos.

O índice de preços ao consumidor (IPC) permaneceu estável no mês passado, após avançar 1,3% em junho, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira em um relatório observado de perto e que poderia permitir ao Federal Reserve reduzir o tamanho do aumento da taxa de juros em setembro.

A leitura de julho representou a maior desaceleração mensal dos aumentos de preços desde 1973 e veio após um tombo de cerca de 20% no custo da gasolina. Os preços na bomba dispararam no primeiro semestre deste ano devido à guerra na Ucrânia, atingindo uma média recorde de mais de 5 dólares por galão em meados de junho, segundo a federação norte-americana de associações automobilísticas AAA.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% no IPC mensal em julho. Além de sua reunião de política monetária no próximo mês, o Fed indicou que várias desacelerações nas leituras do IPC seriam necessárias antes de amenizar o agressivo aperto da política monetária em curso para domar a inflação, atualmente na máxima em quatro décadas.

Os dados abaixo do esperado para a inflação desencadearam uma forte recuperação nos mercados de ações, com o índice S&P 500 em alta de 1,8% na manhã desta quarta-feira.

Investidores imediatamente reduziram apostas de que o Fed fará um terceiro aumento consecutivo de 75 pontos-base na reunião de 20 e 21 de setembro e agora veem que o banco central dos EUA deve optar por uma elevação de 50 pontos-base.

"Este ainda não é o declínio significativo na inflação que o Fed está procurando, mas é um começo e esperamos ver sinais mais amplos de alívio nas pressões de preços nos próximos meses", disse Paul Ashworth, economista-chefe para os EUA da Capital Economics.

Os preços ao consumidor têm subido devido a vários fatores, incluindo gargalos nas cadeias de suprimentos globais, estímulos fiscais maciços dos governos no início da pandemia de Covid-19 e a guerra da Rússia na Ucrânia.

Os alimentos são um dos componentes do índice que permaneceram elevados em julho, com alta de 1,1%, de 1,0% em junho.

Nos 12 meses até julho, os preços ao consumidor aumentaram 8,5%, abaixo do esperado, após taxa de 9,1% em junho. As pressões do núcleo da inflação, que exclui os voláteis componentes de alimentos e energia, também mostraram alguns sinais encorajadores.

O núcleo do índice subiu 0,3% em julho, depois de alta de 0,7% em junho, mas ainda aumentou 5,9% nos 12 meses até julho, mesmo ritmo de junho.

MERCADO DE TRABALHO APERTADO

O caminho para aumentos dos juros pelo Fed é de interesse central para investidores, empresas e consumidores, já que os formuladores de política monetária sinalizaram na semana passada que continuarão com os aumentos da taxa até verem evidências fortes e duradouras de que a inflação está no caminho certo rumo à meta de 2% do banco central norte-americano.

Um mercado de trabalho extremamente apertado também está elevando os salários. Pode haver pouco alívio nessa frente, à luz do crescimento mais forte do que o esperado do emprego e dos ganhos salariais em julho. A economia criou 528 mil postos de trabalho no mês passado e a taxa de desocupação voltou a sua mínima pré-pandemia, informou o governo na sexta-feira.

A força do mercado de trabalho dificultará a missão do Fed de equilibrar a economia em breve.

O Fed elevou sua taxa básica de juros em 225 pontos-base desde março, apesar dos temores de que o forte aumento nos custos dos empréstimos pudesse levar a economia à recessão.

(Reportagem de Lindsay Dunsmuir)