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Preços de aço para montadoras podem subir 50% a 60%, diz presidente do Inda

·3 min de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - As siderúrgicas seguem negociando contratos de preços de longo prazo com montadoras de veículos neste final de ano e os valores a serem definidos para 2022 podem ser 50% a 60% maiores que os deste ano, afirmou nesta terça-feira o presidente do instituto que reúne distribuidores de aços planos, Inda.

"O pessoal ainda está negociando...Acredito em um aumento de no mínimo ao redor de 50% a 60%", afirmou Carlos Loureiro, presidente do Inda, em entrevista coletiva a jornalistas. A intensidade do reajuste deve-se ao fato de que os contratos com as montadoras, que normalmente entram em vigor no começo de cada ano, passaram boa parte de 2021 sem os aumentos aplicados para outros setores ao longo do ano.

A entidade divulgou mais cedo que os distribuidores de aços planos em outubro tiveram alta de 0,6% nas vendas ante setembro, para 293,4 mil toneladas, mas queda de 21,1% na comparação com outubro do ano passado, quando a demanda interna ainda se recuperava do baque causado pelas primeiras medidas de isolamento social por causa da Covid-19.

As compras do setor, responsável por cerca de um terço do consumo do aço produzido pelas usinas nacionais, tiveram alta de 3,5% em outubro na comparação mensal e queda de 17,4% na relação anual, para 286,3 mil toneladas.

Com isso, os estoques do setor terminaram o mês passado em 826,2 mil toneladas, equivalente a 2,8 meses de venda. A previsão do Inda para novembro é que a venda caia 3% ante outubro e com isso os estoques vão subir para 2,9 meses de comercialização, disse Loureiro.

Na avaliação de analistas do Safra, os números divulgados pelo Inda foram "bons num primeiro momento".

"Tanto compra como venda dos distribuidores subiram mês a mês, contra expectativa de queda ante setembro", afirmaram. Os analistas acrescentaram que por um lado a queda nos estoques pode dar sustentação aos preços do aço plano no mercado interno, mas "por outro lado acende luz amarela sobre interesse de empresas manterem volumes elevados num cenário mais conturbado".

Segundo os números do Inda, as importações de aços planos em outubro caíram 31,5% ante setembro, para 114,7 mil toneladas, mas isso não representaria toda a realidade uma vez que os dados obtidos por meio dos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) consideram apenas o material que é internalizado, não o estocado nos portos.

Loureiro citou que um "volume considerável" das importações de aços planos feita nos últimos meses a preços maiores do que os atuais já chegou ao país, mas ainda não foi internalizada. Segundo ele, o porto de São Francisco do Sul (SC) pode ter material importado estocado em um volume de ordem de "150 mil a 400 mil toneladas".

"O pessoal (importadores) não quer divulgar o número certo de material no porto porque isso pode pressionar os preços para baixo", disse Loureiro. "Diante disso, as usinas fizeram algumas concessões (de preços). Hoje, o preço está sendo negociado 6% a 10% abaixo do que foi o preço mais alto. A paridade chegou a ficar negativa e agora já está positiva ao redor de 10%."

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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