Preço do varejo sobe 0,83% em outubro, diz FecomercioSP

O Índice de Preços no Varejo (IPV) na capital paulista, calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), subiu 0,83% em outubro contra 0,76% em setembro. Em agosto, a variação do índice foi de 0,45%.

No acumulado do ano até outubro, o índice teve variação de 2,78% e nos últimos 12 meses a alta foi de 4,05%.

O setor de supermercados puxou a alta no varejo em outubro, com variação de 1,9%. Os destaques do grupo foram os cereais (8,4%), pescados (5,6%), carnes bovinas (5%), frutas (4,7%) e derivados da carne (4,7%). A assessoria técnica da FecomercioSP avaliou, em nota distribuída à imprensa, que os alimentos tendem a seguir como os principais vilões neste último trimestre.

O setor de feiras também pressionou a alta total do índice, com avanço de 1,6% em outubro, depois de duas quedas consecutivas - de 2,5% em agosto e 2,6% em setembro. A alta foi puxada pelos resultados de tubérculos (4,3%), aves (3%), verduras (2,5%) e frutas (2,2%).

A variação dos veículos também foi positiva, em 0,5%. A FecomercioSP apontou que as vendas de automóveis foram alavancadas pela expectativa do fim da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O setor de eletrodomésticos registrou alta de 1,8% em outubro. Os eletroportáteis subiram 0,6% e os artigos de utilidades domésticas, 0,13%. No ano até outubro, contudo, o setor acumula queda de 0,3%.

A principal queda em outubro foi registrada no setor de eletroeletrônicos, que apresentou variação negativa de 1,6%. No acumulado de 2012, o grupo acumula também a maior queda dentre todos os segmentos pesquisados (-8,3%) e completa trajetória de 36 meses de recuos consecutivos.

No primeiro semestre, os preços no varejo se elevaram em média 0,14%. Entre julho e outubro, por sua vez, o indicador atingiu variação média de 0,48%. Apesar da aceleração dos preços no segundo semestre, a FecomercioSP avalia ser provável que o IPV encerre o ano abaixo dos 4,09% registrados em 2011, pois para atingir a marca do último ano seria preciso registrar altas de 1% nos meses de novembro e dezembro.

"Por mais que os alimentos sigam com preços mais pressionados ao longo de todo o ano, o movimento de alta das commodities parece estar próximo do fim e não deve haver pressões significativas e persistentes como as vistas neste último trimestre", ponderou a instituição, em nota.

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