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Preço de The Last of Us no PS5 decepciona, mas não surpreende

The Last of Us é uma das franquias mais preciosas e bem sucedidas da PlayStation Studios. O segundo jogo da saga, lançado em 2020, acumula mais de 10 milhões de cópias vendidas, enquanto o primeiro vendeu mais de 20 milhões de cópias no PlayStation 3 e PlayStation 4. Com tantos fãs, prêmios e elogios, a emocionante história pós-apocalíptica está sendo expandida para outras mídias, com uma série live-action em desenvolvimento pela HBO.

O próximo passo desta jornada nos games é lançar o remake de The Last of Us no PS5. Anunciado durante o Summer Game Fest 2022, este será o terceiro lançamento do jogo protagonizado por Ellie e Joel. O original chegou ao PlayStation 3 em 2013, enquanto uma remasterização foi lançada para PS4 no ano seguinte.

O remake, chamado de The Last of Us Part I, está marcado para estrear em 2 de setembro de 2022 no PlayStation 5. A Naughty Dog está reformulando os gráficos por completo, aproveitando a tecnologia de modelos 3D, texturas e animações utilizadas em The Last of Us Part II. O gameplay também será modernizado, com controles aprimorados, novas opções de acessibilidade e implementação do áudio 3D, além da resposta tátil e gatilhos adaptáveis para o controle DualSense.

Entretanto, as imagens e trailer de anúncio divulgados até então sugerem que o roteiro e esquema de câmeras das cenas serão mantidos e, portanto, este não será um remake por completo, como a Sony está descrevendo em comunicados oficiais. Aliás, vale informar que Neil Druckmann, diretor do original, passou o comando do projeto para Matthew Gallant (diretor) e Shaun Escayg (diretor criativo).

Todos estes fatos nos levam ao seguinte questionamento: como um jogo que não é totalmente inédito pode estar a venda por assombrosos R$ 349,90 na PlayStation Store? Ainda há uma versão Deluxe, com diferentes bônus para o jogador aproveitar dentro do título, por R$ 399,50.

Duas edições de The Last of Us Part I estão à venda na loja do PS5. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech)
Duas edições de The Last of Us Part I estão à venda na loja do PS5. (Imagem: Captura de Tela/Canaltech)

O valor de R$ 350 tem sido o padrão para lançamentos exclusivos do PS5 desde a chegada do console em 2020. O próprio The Last of Us Part II — este, sim, totalmente inédito e feito do zero — foi lançado por menos de R$ 300 no PlayStation 4. Particularmente, acho que o valor aplicado para o remake é uma grande decepção, embora não seja algo surpreendente quando levamos em conta os valores praticados pela Sony nos últimos anos.

Para discutir sobre o assunto, conversei com o jornalista Pedro Sciarotta, que acredita que o valor aplicado ao The Last of Us Part I não é justificável. "O preço dos lançamentos subiu de US$ 60 para US$ 70 na transição do PS4 para o PS5, sob o argumento de que os custos de desenvolvimento dos jogos estão cada vez mais altos (e as quantias investidas realmente são enormes). No entanto, seguindo a mesma lógica, é bastante questionável que o custo de um remake como este seja o mesmo de um jogo 'normal' da Naughty Dog", declarou Sciarotta.

Confira como Joel está diferente no remake para PS5. (Imagem: Reprodução/Summer Game Fest 2022)
Confira como Joel está diferente no remake para PS5. (Imagem: Reprodução/Summer Game Fest 2022)

Ele continua o pensamento, afirmando reconhecer que “houve todo um trabalho para recriar The Last of Us” e que “as melhorias gráficas são evidentes”, mas que também há uma porção de custos de desenvolvimento que não entram na conta do remake, como é o caso do próprio roteiro ou então captura de movimento dos atores e também o trabalho de dublagem. O jornalista argumenta: “O jogo original de 2013 foi responsável pela parte mais difícil: a criatividade para construir The Last of Us como conhecemos (roteiro, personagens, ambientação, trilha sonora). Já as melhorias nas mecânicas e na Inteligência Artificial que chegam para o remake vêm de The Last of Us Part II”.

Então, não precisamos nos esforçar muito para chegar a uma conclusão sobre como o jogo chegará por, no mínimo, R$ 350, certo? “No fim, o remake vir a preço cheio parece ser a questão óbvia de que a empresa sempre quer maximizar o lucro, sem se importar com o bolso dos fãs”, respondeu Sciarotta, que também comentou sobre o valor ser um impeditivo para os jogadores: “O preço dos jogos é sempre um impeditivo, ainda mais no Brasil e na situação atual do país. É comum que as pessoas esperem promoções daqueles títulos que mais querem jogar”.

"O glow up da Tess.

Há 9 anos vs. 2 de setembro de 2022"

Em uma reportagem do Canaltech feita em 2021, fizemos o cálculo de como os jogos de grande orçamento estão fora da realidade do brasileiro, que precisa trabalhar muito para comprar um game. Se um jogo de R$ 350 já é irreal para muitos, ter um PlayStation 5 para jogá-lo é ainda mais complicado — atualmente, o modelo com leitor de disco tem preço sugerido em R$ 4.499,90. Então, com fatores tão limitantes, quem a Sony quer alcançar com o remake de The Last of Us custando tão caro? Fãs de carteirinha, que provavelmente vão comprar de qualquer jeito? Novos jogadores ou, quem sabe, espectadores da série da HBO que conheceram a franquia por meio da futura adaptação?

Para Sciarotta, “o remake é uma oportunidade não só de agradar os fãs antigos da série, mas de trazer a experiência para uma nova geração ou uma nova leva de jogadores, como vai acontecer para o público de PC”. O jogo também tem uma versão para computadores em desenvolvimento, mas a data ainda não foi confirmada. Neste cenário, o jornalista acredita que “mesmo sendo uma série tão conhecida, um preço mais baixo poderia atrair um novo público, como pessoas que eram muito novas na época do lançamento original ou que possuíam outros consoles, por exemplo. Sem contar os fãs que se interessam pelo remake, mas talvez não a ponto de pagar o preço cheio”.

Expansão Left Behind também faz parte do remake. (Imagem: Divulgação/PlayStation)
Expansão Left Behind também faz parte do remake. (Imagem: Divulgação/PlayStation)

Afinal, o remake de The Last of Us precisava existir?

Confesso que não sei se cheguei a uma conclusão definitiva para tal pergunta e minha opinião pode ter prazo de validade, já que o jogo ainda não foi lançado. Quando os rumores sobre a existência do remake surgiram, a minha primeira reação foi de espanto. Tendo jogado a versão original no PS3 e também a remasterização no PS4, achei que um terceiro relançamento seria absurdo e totalmente desnecessário para um game que ainda não completou 10 anos, mesmo sendo fã da franquia.

Após assistir ao trailer e comparativo gráfico, compreendi com mais calma a intenção deste lançamento. De fato, a The Last of Us está em alta e, ao que tudo indica, continuará assim nos próximos anos — lembre-se, também há um jogo multiplayer a caminho. Então, nada mais do que justo modernizar a experiência original para a tecnologia atual que a Naughty Dog tem em mãos. Mesmo que os gráficos do game de 2013 tenham envelhecido bem, na minha opinião, o novo visual ainda é impressionante e bem-vindo.

Ao mesmo tempo, não podemos falar tão bem do gameplay do primeiro The Last of Us, cuja inteligência artificial dos inimigos e de Ellie sempre foi um problema. Jogar este game em 2022 não é um show de horrores, mas também não equivale ao padrão de qualidade que a própria Naughty Dog alcançou nos anos seguintes. Provavelmente, isto deveria ser algo incômodo para os criadores da franquia.

The Last of Us Part I está programado para chegar ao PS5 em 2 de setembro. (Imagem: Divulgação/PlayStation)
The Last of Us Part I está programado para chegar ao PS5 em 2 de setembro. (Imagem: Divulgação/PlayStation)

Sciarotta, que também é um fã assumido da saga, concorda que o remake é, sim, bem-vindo, apesar das questões com o preço. “Alguns questionam o salto tecnológico não ser tão grande para justificar o remake, mas há espaço para melhorias considerando os avanços da Naughty Dog na última década e as conquistas obtidas em The Last of Us Part II”, afirmou o jornalista, que completou dizendo que sempre se impressionou com a capacidade gráfica do estúdio “de criar expressões faciais realistas na modelagem de seus personagens”. Para ele, “essa será uma das grandes diferenças em relação ao jogo original”.

Por enquanto, a Sony divulgou apenas imagens de cenas cinematográficas. Ainda não sabemos o quão diferente está o gameplay e suas mecânicas, mas é seguro esperar por algo próximo do que vimos na sequência. A Naughty Dog também tem compartilhado um punhado de comparativos que mostram as mesmas cenas e personagens nas diferentes versões, deixando claro como as expressões faciais, texturas e iluminação estão muito mais realistas.

Contudo, porém, entretanto… o preço cheio para The Last of Us Part I continua injustificável e soa como um grande tapa na cara dos fãs. Sim, é possível que o valor seja reduzido no pós-lançamento, mas não sabemos quanto tempo isso levará para acontecer e também não elimina o fato de que, para alguns, o que importa é o preço da estreia. Estou ansiosa para ver o resultado final? Com certeza. Estou disposta a desembolsar R$ 350 para jogar The Last of Us pela terceira vez? Definitivamente, não.

Com informações de: PlayStation Blog, IGN, VGChartz

Fonte: Canaltech

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